Nissan lança Novo Versa nacional com motor 1.0 flex de três cilindros a partir de R$ 41.990. R7 acelerou
Sedã 'meio-médio' chega com visual repaginado e opção do motor 1.6 por até R$ 54.990
Carros|Luiz Fernando Betti, do R7, em Mogi das Cruzes*

O Renault Logan foi um divisor de águas na indústria automotiva brasileira. Além de entregar espaço de carro grande a preço de popular, ele quebrou o paradigma de que beleza é fundamental na hora de escolher um veículo para a garagem.
O sucesso nas lojas acendeu o radar da concorrência, que aprimorou a fórmula em modelos como o Chevrolet Cobalt e o Nissan Versa. Este último desembarcou no Brasil em 2011 e, agora, passa a ser produzido na fábrica da marca em Resende (RJ), após receber sua primeira atualização.

A maior novidade é o novo motor 1.0 de três cilindros, que estreou no New March e conta com sistema de partida a frio e 77 cavalos de potência. Além dele, há a opção 1.6 16V de 111 cavalos. São quatro versões disponíveis, com preços entre R$ 41.990 e R$ 54.990.
No lançamento oficial do modelo, em Mogi das Cruzes (SP), o R7 Carros avaliou a versão de entrada e a topo de linha para responder à seguinte pergunta: qual vale mais à pena?
Cabine ostentação
Por fora, o sedã traz poucas mudanças. O farol dianteiro cresceu um tanto e o para-choque traseiro foi redesenhado.
A versão de entrada traz direção elétrica progressiva, ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, volante com ajuste de altura e computador de bordo. Faltou apenas um simples sistema de som. Já a configuração topo de linha agrega central multimídia com GPS e câmera de ré, volante multifuncional, bancos em couro, ar-digital, luz de seta nos retrovisores e rodas de liga leve aro 16.

O primeiro ponto negativo é o acabamento da cabine, que precisa melhorar em todas as versões. O plástico duro prevalece no painel, e há diversas rebarbas, bordas irregulares e parafusos aparentes na cabine.
Por outro lado, o espaço interno é ostensivo: são 2,60 metros de entre-eixos (igual ao do Fiat Linea), o suficiente para levar com conforto três adultos lá atrás — pena que o ocupante central não tem encosto de cabeça. No porta-malas cabem 460 litros.
Fôlego de sobra, mas sem ostentação
A primeira versão testada foi a basicona. Assim como escrevemos em relação ao March, o motor 1.0 de três cilindros é competente, elástico e pouco ruidoso. O torque aparece em baixas rotações e o câmbio manual de cinco marchas explora bem sua capacidade.
Porém, o carro foi testado com apenas dois jornalistas, o que contradiz sua proposta (e tamanho) familiar. Com cinco pessoas a bordo e o porta-malas cheio, certamente o desempenho não será o mesmo. Neste ponto, entra o propulsor 1.6 de 111 cavalos, que tem mais fôlego — sobretudo em altas rotações.
O problema é o preço. Por R$ 54.990, a versão topo de linha do novo Nissan Versa se embaralha entre as versões de entrada do Honda City (R$ 53.900) e do Fiat Linea (R$ 59.500), carros mais potentes e bem acabados.
No meio do fogo cruzado, a versão intermediária 1.0 S (R$ 44.990) agrega sistema de som com comandos no volante e rodas de liga leve, entregando o melhor custo/benefício para encarar os sedãs "meio-médios" rivais.
* Jornalista viajou a convite da Nissan no Brasil















