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Novo Fiat Fiorino herda virtudes e defeitos do Uno

Aceleramos a terceira geração do furgão leve, apresentada na última quinta-feira (5) 

Carros|Luiz Betti, do R7

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Lançado em 1980, Fiorino chega à terceira geração para manter liderança no segmento dos comerciais leves
Lançado em 1980, Fiorino chega à terceira geração para manter liderança no segmento dos comerciais leves

Não se mexe em time que está ganhando, diz o ditado popular. E se dependesse apenas das vendas, o Fiat Fiorino não teria com que se preocupar: lançado em 1980, ele é líder há décadas no segmento dos comerciais leves, com quase um milhão de unidades vendidas.

Contudo, para manter a hegemonia na categoria — e se adequar à nova legislação que exige freios ABS e airbag duplo frontal nos carros novos a partir de 2014 — a Fiat apresentou a terceira geração do modelo na última quinta-feira (5), em São Paulo.


Na traseira, portas assimétricas e janelas opcionais
Na traseira, portas assimétricas e janelas opcionais

E as mudanças não foram poucas. Na carroceria, o modelo substituiu a dianteira do Mille (que está se despedindo do mercado coma série Grazie Mille, limitada em 2.000 unidades) pela do Uno, de linhas mais arredondadas. Atrás as lanternas vieram do irmão de passeio Doblò.

O desenho da linha do teto foi pensado de forma a reduzir a resistência do ar com o carro em movimento, otimizando a economia de combustível.


O assoalho traseiro, por sua vez, foi rebaixado para facilitar o processo de carga e descarga, objetivo também das portas traseiras assimétricas que abrem em até 180 graus.

Grande por fora, pequeno por dentro


Em relação à geração anterior, o novo Fiorino cresceu para todos os lados: são 20 cm a mais no comprimento, 2,1 cm na largura, 2,7 cm na altura e 14 cm no entre-eixos. Apesar disso, as dimensões extras parecem ter beneficiado apenas o volume de carga, que subiu de 620 para 650 quilos. Por dentro, a sensação é de aperto tanto para motorista quanto para o passageiro, que têm pouco espaço para joelhos, pernas e cabeça.

Cabine é a mesma do Uno: acabamento simples e desenho jovial
Cabine é a mesma do Uno: acabamento simples e desenho jovial

O estepe situado atrás do banco do carona, por sinal, limita a regulagem de inclinação do assento e rouba um espaço na cabine que poderia ser usado para guardar pequenas maletas ou compras.


O interior igual ao do Uno é simples, mas honesto, e aproxima o Fiorino dos veículos de passeio. Porém, alguns deslizes foram herdados do compacto da Fiat, como o difícil acesso ao porta-luvas e a localização ruim do duplo porta-copos, que disputa espaço com a alavanca de câmbio.

No curto trajeto a bordo do novo Fiorino realizado pela reportagem do R7 Carros na região do Parque do Ibirapuera (SP), a transmissão manual de cinco marchas demonstrou engates longos e um tanto imprecisos. Já a suspensão transmitiu bom equilíbrio entre conforto e rigidez. 

O motor EVO 1.4 de 88 cavalos (etanol) a 5.750 rpm e torque de 12,5 kgfm (etanol) a 3.500 rpm não empolgou, mesmo com o veículo levando apenas duas pessoas, o que trouxe dúvidas sobre o seu vigor para puxar o carro com a mais de meia tonelada de carga máxima. Segundo a Fiat, o Fiorino acelera dos 0 a 100 km/h em 11,9 segundos e atinge máxima de 158 km/h, quando abastecido com etanol.

Exigidos por lei, o duplo airbag e os freios ABS são itens de série. Ar-condicionado, direção elétrica e travas elétricas, por sua vez, estão entre os itens opcionais. Com preço a partir de R$ 38.540 e um ano de garantia, a Fiat espera vender 24 mil unidades do modelo no próximo ano, dez mil a mais do que as 14 mil comercializadas em 2013.

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