‘Isso não cabe ao Banco Central’, diz Galípolo sobre a pressão de agentes do mercado
Presidente do BC discutiu as dificuldades envolvidas na publicação do RPM (Relatório de Política Monetária)
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, discutiu nesta quinta-feira (25) as dificuldades envolvidas na publicação do RPM (Relatório de Política Monetária). O documento atualiza as projeções de inflação, atividade econômica e trajetória dos juros do Brasil.
Galípolo mencionou pressões externas sobre o Banco Central por parte dos agentes de mercado, que tentam influenciar decisões conforme suas posições financeiras. O presidente enfatizou que as influências são consideradas durante a governança da instituição para garantir reações apropriadas às dinâmicas do mercado.

“Também existem aquelas pessoas que são agentes de mercado e querem empurrar o Banco Central para a decisão da sua posição. [...] Isso não cabe ao Banco Central tentar desvendar quais são eventuais motivações que existem na posição ou na crítica. Cada agente faz o que a gente acabou de falar: olhar a cada tipo de reação qual deve ser o caso da gente reagir ou não”, afirmou.
O evento também contou com a participação de Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos da autarquia. Ele destacou que, embora seja útil publicar os cenários quando há estabilidade nos fatores econômicos, o atual ambiente dificulta essa prática.
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“Num momento onde tem incerteza muito grande e as condições mudam, um cenário alternativo não é uma boa estratégia, por parecer que está sinalizando uma trajetória que não necessariamente é a melhor que a gente vai ter para escolher quando tiver mais dados e for para uma próxima decisão”, disse.
No relatório mais recente do segundo trimestre divulgado pelo BC, houve uma revisão positiva na projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2016. A expectativa passou de 1,6% para 2%, impulsionada por resultados no primeiro trimestre e melhorias nas perspectivas dos setores agropecuário e extrativo industrial.
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