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‘Isso não cabe ao Banco Central’, diz Galípolo sobre a pressão de agentes do mercado

Presidente do BC discutiu as dificuldades envolvidas na publicação do RPM (Relatório de Política Monetária)

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, abordou as dificuldades na publicação do Relatório de Política Monetária, que atualiza projeções econômicas do Brasil.
  • Galípolo destacou pressões de agentes de mercado que tentam influenciar decisões políticas do Banco Central, mas afirmou que essas influências são consideradas para reações apropriadas.
  • Paulo Picchetti, diretor do Banco Central, comentou que a incerteza econômica atual dificulta a publicação de cenários alternativos no relatório.
  • O relatório mais recente revisou positivamente a projeção de crescimento do PIB do Brasil para 2016, de 1,6% para 2%, devido a melhorias nos setores agropecuário e extrativo industrial.

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O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, discutiu nesta quinta-feira (25) as dificuldades envolvidas na publicação do RPM (Relatório de Política Monetária). O documento atualiza as projeções de inflação, atividade econômica e trajetória dos juros do Brasil.

Galípolo mencionou pressões externas sobre o Banco Central por parte dos agentes de mercado, que tentam influenciar decisões conforme suas posições financeiras. O presidente enfatizou que as influências são consideradas durante a governança da instituição para garantir reações apropriadas às dinâmicas do mercado.


Homem em ambiente formal, sentado diante de um painel de madeira, com um microfone de luz vermelha acesa à sua frente.
Presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, discutiu as dificuldades envolvidas na publicação do RPM Reprodução/Record News

“Também existem aquelas pessoas que são agentes de mercado e querem empurrar o Banco Central para a decisão da sua posição. [...] Isso não cabe ao Banco Central tentar desvendar quais são eventuais motivações que existem na posição ou na crítica. Cada agente faz o que a gente acabou de falar: olhar a cada tipo de reação qual deve ser o caso da gente reagir ou não”, afirmou.

O evento também contou com a participação de Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos da autarquia. Ele destacou que, embora seja útil publicar os cenários quando há estabilidade nos fatores econômicos, o atual ambiente dificulta essa prática.


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“Num momento onde tem incerteza muito grande e as condições mudam, um cenário alternativo não é uma boa estratégia, por parecer que está sinalizando uma trajetória que não necessariamente é a melhor que a gente vai ter para escolher quando tiver mais dados e for para uma próxima decisão”, disse.

No relatório mais recente do segundo trimestre divulgado pelo BC, houve uma revisão positiva na projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2016. A expectativa passou de 1,6% para 2%, impulsionada por resultados no primeiro trimestre e melhorias nas perspectivas dos setores agropecuário e extrativo industrial.

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