Setor de calçados alerta para o impacto das tarifas dos EUA: ‘Inviabiliza muitas operações’
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados estima uma queda de 7,1% no número de exportações até o final de 2026
Economia|Do R7, em Brasília
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A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) se posicionou contra a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras importadas pelo país. A medida foi confirmada pela Casa Branca na noite desta quarta-feira (15) e passa a valer a partir da próxima quarta (22).
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, lamentou a decisão do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).
“A aplicação desta tarifa adicional reduz significativamente a competitividade do calçado brasileiro nos Estados Unidos e inviabiliza muitas operações que vinham sendo retomadas desde o fim da tarifa adicional de 40%”, afirmou, acrescentando que a medida penaliza também importadores, marcas varejistas e consumidores norte-americanos, para além dos exportadores brasileiros.
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Mesmo após a queda da sobretaxa de 40% em fevereiro deste ano, a associação havia projetado um recuo em torno de 3,6% nas exportações totais de calçados ao final de 2026. Com o novo cenário, a expectativa de estabilidade prevista para o segundo semestre foi frustrada.
Diante das novas taxas, a entidade revisou suas projeções e calculou uma queda média de 7,1% nas vendas externas totais ao fim de 2026. Em outras palavras, uma piora de 3,5 pontos percentuais em relação à estimativa anterior.
A gerente de Relacionamento e Negócios da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, participou de uma audiência pública promovida pelo USTR no início de julho, em Washington. A série de encontros reuniu representantes da sociedade civil e dos setores produtivos para debater antes da decisão final da gestão norte-americana.
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