Subsecretária do MTE explica o motivo por trás do aumento dos jovens ‘nem-nem’
A profissional comemorou aumento na formalização entre jovens, mas afirma: ‘A gente acha que tem espaço para crescer mais’
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), aproximadamente 42,3% dos jovens brasileiros entre 14 e 24 anos estão ocupados no primeiro trimestre de 2026. A marca é histórica e equivale a 13,9 milhões de pessoas empregadas. Apesar do bom resultado, apenas 4,3 milhões delas conseguem conciliar estudos e trabalhos.
“A gente precisa lutar para inserir este jovem na escolarização e buscar ou um nível técnico, ou um nível superior. Para que ele consiga habilidades e conhecimentos que o ajudem a migrar para postos de trabalho mais especializados, que pagam mais”, afirma a subsecretária responsável pela área de estatísticas do Ministério, Paula Montagner.

Paula comemora, contudo, o resultado alcançado e os avanços na formalização do trabalho: “Estamos em um momento bom, [...] principalmente comparado com a pandemia, quando a gente teve quase só 11 milhões de jovens empregados. [...] 2025 mostrou 8 milhões de jovens com vínculo formalizado. É um número bastante elevado. [...], mas a gente acha que tem espaço para crescer mais”.
O crescimento da economia também tem possibilitado uma entrada mais tardia no mercado e um desejo por mais tempo livre; entretanto, uma alta dos jovens que nem trabalham e nem estudam, os chamados “nem-nem”, foi registrada, com 6,2 milhões se caracterizando no grupo. A subsecretária explicou o motivo do acréscimo.
“Férias da escola, mais diminuição de oportunidades do primeiro trimestre, geram um pequeno aumento. [...] 60% destas pessoas são mulheres, a maioria delas com crianças pequenas. Se não temos creche em tempo integral, temos um problema. [...] Elas [as mães] ficam sem a possibilidade de trabalhar ou estudar”, respondeu ao Conexão Record News desta quinta-feira (25).
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Fica claro, então, o desejo entre os jovens de possuir independência no próprio emprego e mais tempo com a família. Tanto é que a pesquisadora comenta uma curiosa mudança de comportamento: “Se o jovem percebe que a empresa não está dando atenção [...] e que, portanto, tem chance de ser desligado, ele fica de olho se tem outros empregos que pagam mais”.
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