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Eleições 2014

Alckmin diz que falta ambiente político para reformas

Tucano também falou que Supremo é "maquina de fazer" novos partidos

São Paulo|Do R7

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Governador participou do 25º Congresso Brasileiro do Aço
Governador participou do 25º Congresso Brasileiro do Aço

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aproveitou sua fala para empresários durante o 25º Congresso Brasileiro do Aço, na capital paulista, para alfinetar indiretamente a administração do PT no governo federal. Sem mencionar nomes, o tucano afirmou que o Brasil "parou" no ciclo de reformas e ficou colhendo os resultados do "ciclo do passado", em provável referência ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

— O grande problema nosso é que o Brasil ficou caro antes de ficar rico. O problema é que paramos o ciclo de reformas e ficamos colhendo do ciclo do passado.


Ele defendeu que, para fazer as reformas necessárias, é preciso ter "ambiente político", o que, na visão dele, o País não tem atualmente por, entre os motivos, ter um grande número de partidos políticos.

— O Brasil tem hoje 32 partidos políticos disputando as eleições, mais três já obtiveram registro e 26 estão coletando assinaturas. Os partidos estão destruídos, acabou-se a fidelidade partidária. São partidos sem nenhum interesse público.


Em seu discurso, Alckmin também criticou o STF (Supremo Tribunal Federal), afirmando que a Corte criou uma "máquina de fazer" novas siglas ao permitir que políticos levem consigo o tempo de televisão e a parcela do Fundo Partidário ao mudar de partido.

Alckmin também criticou o modelo de crescimento econômico baseado no consumo, que, segundo ele, não se sustenta. "É preciso investimento", declarou.


Apesar de ter feito um discurso prioritariamente político, o tucano saiu sem falar com a imprensa, alegando que estava no evento como governador e não como candidato à reeleição. Ele informou apenas que falaria em outro compromisso de campanha, para o qual seguiu logo após participar do Congresso.

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