Paródia de Lepo Lepo sobre crise da água é para sensibilizar sobre "problema sério", diz Skaf
Candidato ao governo de São Paulo voltou a falar sobre seu projeto para a educação
São Paulo|Ana Ignacio, do R7

Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, declarou na tarde desta segunda-feira (11) que o vídeo lançado por sua campanha sobre a crise de água no Estado não se trata de uma provocação. Segundo ele, a paródia da música Lepo Lepo, divulgada na página oficial de Skaf neste domingo (10), é uma forma de sensibilizar a população sobre a estiagem.
— O problema da água é bastante sério. Nós temos que colaborar. Esse vídeo é para sensibilizar, através de uma brincadeira, que temos um problema verdadeiro.
O candidato, no entanto, havia afirmado na última sexta-feira (8) que não se pode mais usar a crise hídrica no Estado com fins eleitoreiros e de que "não é hora de brincar com o assunto". Nesta sexta, ele voltou a se sensibilizar com a crise.
— Não é hora de dividir ninguém. A sociedade, o governo, temos que estar todo mundo junto porque a realidade do problema da água agora, só tem uma solução no curto prazo, que é economizar água e rezar para chover. Estamos esvaziando a caixa d’água do Estado de São Paulo. Vamos correr o risco, se não houver chuvas fortes a partir de outubro e novembro, de chegar ao final do ano com a caixa vazia. Estou falando do volume morto, semimorto, todos os volumes. É uma situação dramática.
Skaf visitou nesta tarde a unidade da Vila Leopoldina do Sesi (Serviço Social da Indústria) e voltou a falar sobre suas propostas para a educação, caso seja eleito.
— Pretendo implantar o ensino fundamental em ensino integral no mesmo modelo do Sesi e no ensino médio articular com curso técnico. Quero levar minha experiência do Sesi e do Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial] para a escola pública do Estado. Espero transformar nossas escolas de São Paulo em escolas-referência.
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O empresário afirmou que a educação é uma de suas prioridades e disse que, se necessário, ampliaria as verbas para a pasta.
— Para a educação em São Paulo, ensino básico e universitário, o ano que vem você terá uns R$ 45 bilhões. Ou seja, você tem recursos, o que precisa é administrar bem esses recursos, mas se for necessário aumentarmos os recursos para a educação eu não terei nenhuma cerimônia de aumentar. Nossa prioridade tem que ser educação. Através da educação você transforma a sociedade.
Skaf destacou ainda que, se realizada, essa transformação nas escolas será positiva para o desenvolvimento futuro do Estado.
— [Temos] um programa de 10 anos. Esse programa vai seguir porque é irreversível (...). Um projeto de educação de qualidade não está limitado a um mandato, isso é um projeto de Estado, não de governo. Espero dar a minha contribuição.
O candidato passou por diversas instalações do Sesi: salas de aula, de informática, ginásio, refeitório. Na visita, o candidato também aproveitou para passar na primeira faculdade do Sesi. O objetivo é que a unidade de ensino forme professores para o Sesi. Skaf justificou — e criticou — que a faculdade ainda não está em funcionamento por causa da falta de aprovação do MEC (Ministério da Educação).
— Só não está em funcionamento porque estamos aguardando há dois anos a autorização do Ministério da Educação, lamentavelmente.

