Skaf critica alteração em bônus a policias: “Falta transparência”
Governo de SP não considera mais o indicador do número de roubos para calcular o benefício
São Paulo|Ana Ignacio, do R7, enviada a Bauru

Candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf criticou a decisão da atual gestão do Estado de alterar as regras para a distribuição de bônus aos policias de São Paulo.
O prêmio, concedido em caso de diminuição das estatísticas criminais, não leva mais em consideração os casos de roubo no Estado, como revelou reportagem do jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira (9).
Segundo o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, o delito está em ascensão nos últimos meses como consequência da implantação da delegacia eletrônica, que facilitou o registro dos roubos. A medida foi aprovada em junho pela Assembleia Legislativa, mas só foi publicada no Diário Oficial do Estado no último sábado (6).
Em viagem a Bauru, interior de São Paulo, Skaf criticou a medida do governo Geraldo Alckmin.
— Acho que ao governador sempre falta transparência. O nosso governador tem duas características. A falta de transparência e também colocar a culpa em todo mundo e nunca assumir responsabilidade nenhuma.
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Para o candidato, isso mostra que o governador não está ao lado da polícia.
— Creio que mais desistimulados do que já estão nossas polícias, impossível. O governador está muito longe das policias, não apoia, não comanda.
Skaf visitou o Hospital de Base de Bauru nesta manhã. Mais cedo, concedeu entrevista a rádio local. Entre as propostas do candidato para a área está a criação de 10 hospitais e 52 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades).
— O preço médio e uma AME é R$ 8 milhões, 52 ames são R$ 416 milhões em quatro anos. O orçamento de São Paulo só para a saúde é de R$ 20 bilhões por ano (...). Há uma falta de 3.200 leitos no Estado de São Paulo. Nós vamos construir fez hospitais, 52 AMEs. Onde já tem hospital vamos fazer funcionar como deve, além do prontuário eletrônico. Nós precisamos do cadastro único.
Protesto
O hospital do governo do estado, que passa por reformas e é administrado hoje pela Famesp, tem capacidade para 173 leitos. Possui áreas de UTI, centro cirúrgico e setores para tratamento de cardiologia e hemodiálise, entre outros.
Após conhecer as dependências da unidade de saúde, acompanhado por políticos locais e pelo candidato ao senado Gilberto Kassab, skaf conversava com funcionários da recepção quando uma mulher começou a chorar no saguão. Ela alegava que um parente seu estava internado no local e aguardava, há mais de um mês, por um exame. "Ele está morrendo", dizia ela.
Enquanto alguns funcionários do hospital foram conversar com a mulher, pessoas da campanha de Skaf pararam para ouvir e colocaram o candidato em contato com ela. Rodeada de máquinas fotográficas e câmeras da imprensa que acompanhava a agenda, a mulher fez seu desabafo.
Na sequência, Skaf comentou o episódio.
— O que a gente vê aqui é o que vemos no Estado todo. Esse hospital de base está sofrendo uma reforma. Teve problemas gravíssimos até um ano e pouco atrás e foi entregue a uma OS e está sofrendo uma reforma. Aqui não há previsão de quando vai terminar a reforma. Além disso, pegamos uma senhora que está hospitalizada precisando de um exame e está aguardando mais que um mês pelo exame. Isso é outro problema.
No entanto, funcionários do hospital explicaram que o paciente foi internado para o tratamento de próstata e que o exame não tem relação com esse atendimento. As funcionárias confirmaram que o senhor, de mais de 70 anos, está internado há cerca de um mês e informam que o exame não ocorreu porque houve uma complicação no quadro clínico do internado. Segundo elas, a família sempre esteve ciente do estado de saúde do parente.
Após sair do hospital, o empresário concedeu mais uma entrevista a um veículo local e depois realizou uma breve caminhada pelo calçadão do centro de Bauru, onde conversou com comerciantes e moradores.
Interior
Em agenda por cidades do interior desde a semana passada — quando o candidato passou por Sorocaba, Campinas e São José dos Campos, além de Santos, no litoral paulista — Skaf falou nesta terça-feira sobre as cidades da região.
— Em primeiro lugar, você tem que ter em todas as regiões do estado oportunidade de trabalho, bom hospital, boa escola para que cada um possa viver em sua cidade e ser bem atendido em cada uma das regiões de São Paulo.
O empresário falou também sobre a proposta de diminuir as burocracias para os prefeitos e garantir a permanecia dos gestores em suas cidades.
— Um prefeito ter que viajar e perder um dia ou dois para assinar um convênio de R$ 10.000 isso no meu governo vai acabar porque no meu governo esses problemas serão resolvidos nas diversas regiões. Temos que fazer com que os prefeitos fiquem nas suas cidades cuidando da população.

