"Vídeo de Skaf foi mal interpretado", diz Baleia Rossi
Presidente estadual do PMDB rebateu vídeo onde candidato do partido ironiza apoio a Dilma
São Paulo|Do R7

A campanha de Paulo Skaf (PMDB) escalou nesta terça-feira (29) o presidente do partido no Estado, Baleia Rossi, para tentar minimizar a crise gerada pelo vídeo publicado na segunda-feira (28),— no qual o candidato ironiza a pressão para que dê apoio à presidente Dilma Rousseff — e reafirmar a união da legenda em apoio à reeleição da petista.
Baleia argumentou que a peça publicitária foi "mal interpretada".
— O vídeo é um posicionamento muito claro do Skaf sobre a questão do Estado de São Paulo, onde ele se posiciona como adversário do [Alexandre] Padilha, do PT, e do Geraldo Alckmin, do PSDB.
Ele nega que a postura de Skaf, de resistir a associar sua imagem à da presidente Dilma — por causa da alta rejeição de seu governo em São Paulo —, tivesse gerado uma crise no PMDB. O partido, disse ele, vai trabalhar por Dilma, pelo vice Michel Temer — maior liderança da legenda hoje — e Skaf.
— O vídeo tinha como objetivo essa pontuação. O PT gosta de falar que o PMDB é sempre linha auxiliar deles. E o Padilha não tem vindo com flores para o Skaf.
Para ele, apesar da aliança nacional com os petistas, o PT paulista tem tentado rebaixar a candidatura Skaf "como algo secundário".
— A interpretação [do vídeo] foi além e jogou no cenário nacional [o embate], o que para nós não é correto. O PMDB de São Paulo é absolutamente alinhado com seu presidente Michel [Temer] e com a presidente Dilma.
Cascas de banana
Para o presidente do PMDB paulista, a polêmica tem sido alimentada pelo PSDB e pelo PT paulista.
— Claro que o PT e o PSDB potencializam isso, porque querem colocar um monte de casca de banana para o Skaf escorregar.
O presidente estadual foi escalado pela campanha de Skaf e por Temer para atender à imprensa e tentar minimizar a crise gerada, principalmente dentro do PMDB paulista. Sem o apoio do partido e de suas lideranças, Skaf corre o risco de não conseguir avançar sobre o eleitorado do interior, tradicional reduto de votos do PSDB.

