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PL oficializa candidatura de Bolsonaro em convenção neste domingo no Rio

Ex-ministro da Defesa Braga Netto será vice na chapa, que deve ser aprovada por unanimidade na cerimônia

Eleições 2022|Plínio Aguiar, do R7, no Rio de Janeiro

Chapa do PL ao Palácio do Planalto: Jair Bolsonaro e Braga Netto
Chapa do PL ao Palácio do Planalto: Jair Bolsonaro e Braga Netto Chapa do PL ao Palácio do Planalto: Jair Bolsonaro e Braga Netto

O Partido Liberal vai oficializar, neste domingo (24), a candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro com o ex-ministro da Defesa Braga Netto como vice na chapa para as eleições deste ano. A convenção vai ocorrer no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, berço político de ambos. 

A expectativa é que o partido aprove a chapa Bolsonaro-Braga Netto por unanimidade. Em seu discurso no evento, o presidente deve focar nas agendas positivas do governo, dando destaque ao Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que concede benefício no valor de R$ 600.

Bolsonaro deve falar também de outros auxílios previstos na emenda constitucional que institui estado de emergência até o fim deste ano, o que permite um pacote de benefícios que seriam vedados em ano eleitoral. O texto foi promulgado pelo Congresso Nacional recentemente e autoriza o governo a gastar R$ 41,2 bilhões, a menos de 70 dias da eleição.

Entre as ações, estão o voucher para caminhoneiros, no valor de R$ 1.000, e o auxílio para taxistas, ainda sem valor definido. Os benefícios vão ser pagos pelo governo entre agosto e dezembro deste ano. A medida se dá no contexto em que os cortes no Orçamento da União, o terceiro contingenciamento deste ano, podem chegar a R$ 8 bilhões, afetando áreas como Saúde e Educação.

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Bolsonaro foi orientado por aliados a evitar críticas ao sistema eleitoral brasileiro e contra as urnas eletrônicas no evento. Auxiliares, no entanto, avaliam que não é possível prever o comportamento do presidente. Por isso, não descartam que ele adote tom mais duro no discurso. 

Recentemente, o chefe do Executivo reuniu diversos embaixadores estrangeiros para uma apresentação no Palácio do Alvorada. Na ocasião, voltou a atacar o sistema eleitoral, levantou novamente suspeitas sobre as urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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As críticas de Bolsonaro se concentraram nos ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Fachin é o atual presidente do TSE; Barroso foi o anterior e Moraes assumirá a Corte a partir da metade de agosto. 

O ato, no entanto, provocou reação de partidos, associações e servidores. As embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido, inclusive, declararam que confiam no sistema eleitoral brasileiro — os norte-americanos afirmaram que o modelo adotado no Brasil é exemplo para o hemisfério e para o mundo.

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A ideia inicial era fazer a convenção do PL em São Paulo, na tentativa de fortalecer o candidato de Bolsonaro ao governo do estado, o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos). Porém, prevaleceu a ideia de lançar a candidatura à reeleição no Rio de Janeiro, berço político de Bolsonaro e Braga Netto.

Braga Netto foi responsável por chefiar a intervenção federal no estado, em 2018. Na prática, o militar substituiu o então governador Luiz Fernando Pezão (MDB) nas decisões sobre a segurança pública durante o período. Além disso, ele atuou, ainda no Rio, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em 2016.

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O ex-ministro da Defesa se filiou recentemente ao Partido Liberal. Sendo assim, será uma chapa pura, em que ambos os candidatos são do mesmo partido. Atualmente, Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais. O primeiro turno vai ocorrer em 2 de outubro e o eventual segundo turno no dia 30 do mesmo mês.

A eleição, vista como uma das mais importantes da democracia brasileira, se dá num contexto em que o país atinge recorde de eleitores aptos a votar.

Segundo o TSE, 156 milhões de brasileiros poderão comparecer às urnas. Em comparação com a última eleição, em 2018, o país ganhou quase 10 milhões de novos eleitores. Naquele ano, 147 milhões de pessoas puderam votar, uma diferença de 6,2% em relação ao número de 2022.

Nas eleições de 2018, 55 milhões de pessoas votaram em Bolsonaro, que foi declarado presidente da República às 19h18, de 28 de outubro, pela ministra Rosa Weber, na época no comando do TSE. Na ocasião, o então-candidato estava filiado ao PSL. Agora será pelo PL, partido que integra o chamado Centrão.

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