Apesar de falta de luz e troca de uma urna, votação no DF ocorre normalmente, informa TRE
Cinco locais de votação registraram falta de energia, em Samambaia e Planaltina, mas equipamentos têm bateria com autonomia de 10 h
2026|Kris Otaviano, da RECORD

A votação no Distrito Federal começou neste domingo (4) com uma urna substituída e problemas de energia elétrica em locais de votação de Samambaia e do Paranoá. Apesar das intercorrências, o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) informou que nenhuma seção teve a votação interrompida.
Secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF, André Bernardes, detalhou que 6.969 urnas eletrônicas foram disponibilizadas para a votação na capital do país. Outras 546 (8%) estão reservadas para contingência.
“Em todos esses colégios que apresentaram falha, as [demais] urnas eletrônicas não pararam. O equipamento tem uma bateria com duração de 10 horas; então, a votação não teve prejuízo algum”, afirmou Bernardes.
Além disso, até as 10h deste domingo (3), houve uma troca de urna, na 19ª Zona Eleitoral, em Taguatinga Norte. O equipamento, que era do modelo 2020 e apresentou falha no terminal do eleitor, acabou substituído por um de contingência, e a votação prosseguiu.
Ainda segundo André Bernardes, o TRE-DF trabalha com uma previsão de substituição de até 1% dos equipamentos durante todo o dia de votação.
Falta de energia
Três locais de votação em Samambaia apresentaram problemas no fornecimento de energia elétrica. No momento do primeiro balanço divulgado pelo TRE-DF neste domingo (4), às 10h, a situação havia sido normalizada em dois deles; o terceiro seguia em resolução.
Confira os locais afetados:
- CEM 304 (problema ainda em atendimento no momento da coletiva, às 10h)
- CEF 427 (energia restabelecida)
- Escola Classe 831 (energia restabelecida)
Também houve falta de energia em um CEF (Centro de Ensino Fundamental) de Planaltina (DF). No entanto, as urnas continuaram a funcionar, devido às baterias internas.
Eleições no exterior
A preparação das seções começou às 7h, com a impressão das zerésimas — documentos emitidos pelas urnas antes da votação para demonstrar que nenhum candidato havia recebido votos naquele equipamento. A votação começou oficialmente às 8h.
O TRE-DF informou que, até o primeiro balanço divulgado, havia recebido 166 boletins de urna de seções eleitorais no exterior, com a maior parte deles oriunda do Japão. Outros países receberam 1.282 urnas eletrônicas, além de 123 equipamentos de contingência.
Confira:
- Austrália: 29
- China: 3
- Hong Kong: 1
- Coreia do Sul: 1
- Filipinas: 1
- Índia: 1
- Indonésia: 1
- Japão: 119
- Malásia: 1
- Nova Zelândia: 5
- Singapura: 2
- Tailândia: 1
- Taiwan: 1
Houve, ainda, uma exceção em Moscou, na Rússia. A urna destinada à capital não chegou a tempo, e a votação teve de ser convertida para o sistema manual. A dificuldade logística se deu, segundo André Bernardes, ao contexto da guerra e à retenção do equipamento em Madri.
Candidatos fora da disputa
O TRE-DF ainda fez um alerta ao eleitores, pois os nomes de alguns candidatos continuam a aparecer na urna eletrônica, mesmo depois de o candidato ter renunciado à disputa ou de ter acabado com o registro indeferido pela Justiça Eleitoral.
Secretário judiciário do TRE-DF, Fábio Nogueira Lima destacou não ter sido possível retirar os nomes e as fotos dessas pessoas das urnas, que já estavam preparadas para a eleição. “E é importante saber que eventual voto dado a [nesse caso] não será considerado para qualquer finalidade. É um voto nulo”, lembrou.
Sujeira nas ruas
O TRE-DF também informou que vai apurar casos de derrame de santinhos registrados próximos aos locais de votação. Fábio Nogueira Lima comentou que houve um trabalho de inteligência e de acompanhamento por câmeras; assim, eventuais irregularidades poderão ser investigadas nas esferas eleitoral e criminal.
No domingo de eleição, a legislação permite ao eleitor apenas a manifestação individual e silenciosa, de preferência, como o uso de bandeiras, broches e adesivos. Pedir votos, distribuir material de campanha, abordar eleitores e fazer boca de urna são proibidos.
Irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem ser denunciadas por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite encaminhar informações, bem como anexar fotos, vídeos, áudios ou links para análise.
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