‘Brasil trabalhou para romper relação com os EUA’, diz Caiado ao comentar tarifa
Pré-candidato à presidência também afirmou que o país não tem política de Estado ‘por ser comandado pelo PT’
2026|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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O pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nesta terça-feira (2), que o Brasil trabalhou para romper laços com os Estados Unidos. A declaração acontece após a proposta do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados.
“O país não tem mais uma política de Estado, e sim de governo. A chancelaria brasileira sempre foi uma referência mundial e, de repente, tomou um lado ideológico e trabalhou todo o tempo para querer romper esse relacionamento com os EUA”, avaliou.
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Caiado também afirmou que o Brasil precisa de um presidente capaz de dialogar internacionalmente.
“É isso que falta no país. Precisamos de um presidente que tenha a capacidade de dialogar, que sente à mesa das negociações. Nós somos um grande jogador nesse tabuleiro internacional”, avaliou.
As falas aconteceram durante a exposição Megaleite, em Belo Horizonte (MG). O também pré-candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), estava presente.
Tarifa de 25%
Durante a madrugada desta terça-feira, o governo de Donald Trump divulgou a proposta de uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do Brasil.
A medida faz parte de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo USTR (Representação Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês).
O Brasil tem até 15 de julho para adotar medidas “corretivas”, antes de ser alvo das taxas.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar que a família Bolsonaro seria culpada pela medida norte-americana.
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele, e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer, em alto e bom som: são traidores”, reclamou Lula.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também afirmou, em uma coletiva de imprensa nesta tarde, que “falsos patriotas” sabotam a relação do Brasil com os EUA.
“Faremos o possível para que essa taxação não ocorra. O caminho é o diálogo, aliás, que já vinha ocorrendo, mas que, infelizmente, falsos patriotas sabotadores prejudicam e colocam seus interesses pessoais e eleitorais acima do interesse do país e do interesse público”, disse.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Ezequiel Trancoso, editor de texto.
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