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Campanha de Lula recorre ao TSE para acusar Meta de descumprir ordem judicial e prejudicar PT

Chapa do presidente alega que big tech norte-americana está favorecendo Flávio Bolsonaro (PL)

2026|Do Estadão Conteúdo

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Campanha de Lula entra com novo pedido no TSE contra Meta Ricardo Stuckert/Divulgação Lula - 18.10.2026

A campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, entrou no Tribunal Superior Eleitoral com nova manifestação contra a Meta, big tech responsável pelo Facebook, Whatsapp e Instagram. Segundo os petistas, a plataforma digital deixou de cumprir determinação do próprio TSE e está prejudicando a campanha de Lula.

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a decisão do tribunal de obrigar a Meta a garantir igualdade entre as campanhas presidenciais não está sendo cumprida.

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“Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia”, disse Valadares.

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O PT sustenta que a IA da Meta tem favorecido a geração de imagens com o número 22, do senador Flávio Bolsonaro, até em situações em que não se faz menção ao nome do candidato do PL.

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Valadares afirmou também que foi realizada nesta segunda uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o tema.

Segundo o secretário, o processo interno de investigação está avançando, mas é importante haver uma atitude por parte da big tech. “Nós esperamos que a Meta pare de beneficiar a campanha do lado do Bolsonaro e tenha um comportamento ético, condizente com a organização brasileira”, disse.

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No domingo (18), Belizze deu 24 horas para que a Meta comprove que cumpriu a decisão da Corte em adotar medidas que comprovem a isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno das eleições. Está previsto o aumento da multa diária para R$ 1 milhão caso a empresa não comprove o cumprimento integral das medidas dentro do prazo estipulado.

Na sexta-feira (16), a Meta admitiu, por meio de nota, que falhas técnicas no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha do presidente Lula. A empresa, contudo, negou interferência política no pleito brasileiro, alegou que os problemas foram rapidamente corrigidos e que o candidato Flávio Bolsonaro também relatou falhas.

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“Hoje, compartilhamos informações sobre incidentes técnicos recentes que afetaram campanhas de diferentes posições do espectro político nas eleições brasileiras de 2026. A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, alegou a empresa.

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