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Coligação de Paes recorre ao STF para tentar garantir 2º turno na eleição para governador do Rio

Ação sustenta que eleitores votaram em Garotinho quando ele estava autorizado pela Justiça Eleitoral e pede a validação dos 274 mil votos

2026|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A coligação "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir" de Eduardo Paes recorreu ao STF para impedir que Douglas Ruas seja declarado governador no primeiro turno.
  • O TSE negou o registro da candidatura de Anthony Garotinho, retirando seus 274.411 votos da contagem, o que favorece a vitória de Ruas no primeiro turno.
  • A coligação argumenta que os votos de Garotinho devem ser mantidos, pois ele estava autorizado a participar da eleição, e isso poderia levar a um segundo turno.
  • A decisão do STF pode determinar se haverá segundo turno ou se Douglas Ruas será declarado vencedor já no primeiro turno.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Coligação de Paes pede a suspensão imediata da decisão do TSE que anulou votos de Garotinho Mauro Pimentel/AFP - Arquivo

A coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, do candidato Eduardo Paes, entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar impedir que Douglas Ruas seja declarado governador do Rio de Janeiro já no primeiro turno.

O pedido foi apresentado depois que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu, nesta quinta-feira (8), negar o registro da candidatura de Anthony Garotinho e retirar da contagem os votos recebidos por ele.

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Garotinho recebeu 274.411 votos. Com a retirada desses votos da apuração, Douglas Ruas pode ser considerado vencedor da eleição no primeiro turno. A coligação, no entanto, quer que a votação de Garotinho continue sendo considerada para definir se haverá ou não segundo turno.

Tese da coligação

O argumento apresentado ao STF é que o eleitor que votou em Garotinho foi às urnas quando o candidato estava autorizado pela Justiça Eleitoral a participar da eleição.

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A defesa afirma que esses eleitores escolheram conscientemente um candidato e que seus votos não deveriam ser tratados como se fossem votos nulos.

Segundo a petição, a Justiça Eleitoral permitiu que Garotinho aparecesse na urna, participasse do horário eleitoral e recebesse recursos de campanha. Por isso, na avaliação da coligação, não seria correto retirar esses votos da conta após o pleito.

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Com os votos de Garotinho incluídos na conta, o candidato que ficou em primeiro lugar alcançou 49,27% dos votos, segundo o documento — ou seja, não atingiu os 50% necessários para vencer no primeiro turno.

Por isso, a coligação defende que a votação de Garotinho seja mantida no cálculo e que seja realizado o segundo turno entre os dois candidatos mais votados.

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Na prática, a discussão no STF pode decidir se o eleitor do Rio será chamado novamente às urnas para escolher o governador ou se Douglas Ruas será considerado eleito já no primeiro turno.

No pedido encaminhado à Corte, a coligação solicita a suspensão imediata da decisão do TSE. O objetivo é manter a contagem original dos votos e garantir a realização do segundo turno para o governo do Rio de Janeiro.

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