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Fim da escala 6x1 e PEC da Segurança mobilizam governo e oposição na disputa eleitoral

Enquanto governo busca retomar o protagonismo, oposição tenta reduzir desgaste político de bater de frente com pautas governistas

2026|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A aprovação da PEC que extingue a escala 6x1 e o impasse na PEC da Segurança Pública centralizam a disputa eleitoral no Congresso.
  • O governo busca transformar a conquista legislativa em apoio popular, enquanto a oposição tenta minimizar o desgaste político.
  • A votação expressiva no Senado mostra uma tentativa da oposição de reduzir custos políticos, participando do crédito pela medida.
  • O impasse sobre a redução da maioridade penal expõe divisões internas e pressiona o governo em temas de segurança pública.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula participou de sessão solene de promulgação de PEC que põe fim à escala 6x1 no país Pedro Gontijo/Senado Federal - 16.10.2026

A aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 e o impasse em torno da PEC da Segurança Pública colocaram o Congresso Nacional no centro da disputa eleitoral no segundo turno. Especialistas ouvidos pelo R7 apontam que as pautas mobilizam governo e oposição em uma tentativa de conquistar apoio e reduzir desgastes políticos na reta final das eleições.

Para o cientista político Leandro Gabiati, a aprovação do fim da escala 6x1 ajuda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a deslocar o debate eleitoral da rejeição aos candidatos para medidas concretas que podem beneficiar os trabalhadores.

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“O fim da escala 6x1 fortalece o discurso social e trabalhista de Lula, enquanto a PEC da Segurança — ainda pendente de aprovação — procura reduzir a vulnerabilidade do presidente em um tema sensível para o eleitorado”, afirma.

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Por outro lado, o cientista político ressalta que a eficácia da estratégia depende da capacidade da campanha petista de converter a conquista legislativa em percepção positiva por parte do eleitor. “No plano eleitoral, a questão central será saber como Lula tentará transformar essa vitória política no Congresso em apoio popular e votos efetivos.”

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Enquanto o governo busca transformar a PEC em principal bandeira de campanha, a oposição optou por ceder à aprovação diante da forte mobilização popular. O cientista político Magno Karl aponta que o placar no Senado, de 75 votos favoráveis e apenas um contrário, reflete uma tentativa da oposição de “reduzir o custo político” do triunfo governista.

“O placar expressivo mostra que a matéria reuniu apoio muito além da base aliada. Para a oposição, votar contra significava assumir o desgaste de rejeitar a expansão do descanso do trabalhador, sem ter votos para barrar o texto ou impor alterações significativas”, aponta Karl.

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O especialista explica que, ao votar a favor, esses parlamentares passam a “disputar o crédito” pela medida e transformam a aprovação em um consenso do Senado, em vez de uma vitória exclusiva do Executivo. “Essa manobra dificulta a narrativa de que apenas o governo apoia os trabalhadores, embora preserve para Lula o mérito de ter encampado a pauta este ano”, explica.

Na promulgação da proposta, na sexta-feira (16), Lula destacou a mobilização popular em torno do fim da escala 6x1 e citou a participação de trabalhadores e estudantes na defesa da mudança.

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“O que estamos fazendo hoje é atender à vontade de um povo que foi às ruas exigir isso. Mulheres, homens, trabalhadores, jovens e estudantes se mobilizaram para cobrar esse avanço”, afirmou Lula durante o ato, segurando um exemplar da Constituição.

Maioridade penal

Na área da segurança pública, o impasse sobre a redução da maioridade penal levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a retirar a PEC da Segurança da pauta do plenário. O texto havia sido aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na quarta-feira (14) e estava previsto para votação no dia seguinte.

A divergência começou após Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, propor a redução da maioridade penal para 16 anos e a responsabilização a partir dos 14 em crimes hediondos.

Depois, Camilo Santana (PT-CE), líder do PT no Senado, apresentou proposta para reduzir a maioridade para 16 anos apenas em crimes hediondos. As iniciativas dividiram os governistas e dificultaram um acordo para votar a PEC.

Na avaliação de Magno Karl, o episódio expôs a pressão também dentro do campo governista. De forma inversa ao que aconteceu na discussão da jornada 6x1, neste caso, é o governo que está do lado impopular da questão.

“Nesta situação, o governo fica diante de uma escolha desconfortável: acompanhar o endurecimento das penas, uma pauta forte da oposição e popular entre os eleitores, ou se ver acuado pela acusação de leniência com o crime”, conclui.

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