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Flávio Bolsonaro mobiliza redes sociais enquanto Lula admite dificuldade e estreia ‘selfies’

Campanha do PL reúne aliados para ampliar operação no WhatsApp e nas redes; petista diz ser de ‘outra geração’

2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro mobiliza aliados em Brasília para fortalecer campanha digital com foco em redes sociais e WhatsApp.
  • Lula admite dificuldades com tecnologia e inicia gravações de vídeos em formato selfie para aumentar presença digital.
  • Campanha de Flávio investe em multiplicadores de conteúdo digital e estratégias para ampliar votação em regiões específicas.
  • Lula busca aproximação com parlamentares jovens para melhorar comunicação digital e enfrentar desinformação nas redes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em campanha no segundo turno das eleições. Montagem - Ricardo Stuckert/Campanha Lula e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deram na quarta-feira (7) duas imagens distintas de como chegam ao segundo turno da disputa pela Presidência.

Enquanto o candidato do PL reuniu em Brasília parlamentares, governadores e lideranças partidárias para ampliar uma estrutura de comunicação fortemente apoiada nas redes sociais, Lula reconheceu dificuldades nesse campo, estreou vídeos gravados por ele próprio no celular e admitiu resistência ao formato.

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A diferença apareceu em dois encontros realizados na capital federal e ajuda a mostrar um dos desafios das campanhas para as próximas pouco mais de duas semanas antes do segundo turno.

Aos 45 anos, Flávio aposta em uma estrutura que busca transformar deputados, senadores, governadores e militantes em multiplicadores de conteúdo digital. Aos 80, Lula reconheceu ser de “outra geração” ao explicar por que resiste até mesmo a gravar vídeos no formato selfie.

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No caso do PL, a estratégia foi apresentada em uma reunião no Brasil 21, que reuniu grande parte dos parlamentares eleitos e reeleitos pela legenda, além de governadores e integrantes da coordenação da campanha.

O encontro funcionou como uma espécie de alinhamento para o segundo turno. Os participantes receberam orientações sobre redes sociais, grupos de WhatsApp, distribuição de materiais de campanha, mobilização nos estados e recrutamento de “fiscais” para a votação de 25 de outubro.

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Coordenador político da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN) pediu que deputados e senadores reproduzam a estrutura em seus estados e procurem também integrantes dos partidos que passaram a apoiar Flávio no segundo turno.

WhatsApp, redes e conteúdo

A reunião mostrou o peso que a campanha dá à estrutura digital. Segundo os números apresentados aos aliados, a equipe dispõe de uma base de cerca de 1,7 milhão de contatos que autorizaram o recebimento de conteúdo pelo WhatsApp.

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Parlamentares foram orientados a entrar em grupos destinados à distribuição de materiais e receberam acesso à chamada “TV Celular”, ferramenta utilizada pela campanha para abastecer aliados e militantes com vídeos e conteúdos para as redes.

A ordem é que cada estado mantenha sua própria operação durante as três semanas restantes.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), uma das principais vozes digitais do partido, também pediu disciplina na comunicação. A orientação foi evitar entrar em discussões e conhecer as propostas de Flávio para responder aos eleitores.

Preço dos alimentos e segurança

O marqueteiro Duda Lima indicou ainda quais assuntos devem ocupar essa estrutura digital no segundo turno. A orientação é concentrar a comunicação em temas como segurança pública, preço dos alimentos, endividamento e propostas da campanha.

Em um dos momentos do encontro, Duda pediu que parlamentares frequentem supermercados, observem os preços e conversem com consumidores sobre a dificuldade para fazer compras.

“Não vamos sair da nossa pauta”, afirmou. Segundo ele, os temas que ajudaram a eleger os parlamentares do partido são os mesmos que a campanha pretende explorar para tentar levar Flávio à Presidência.

O marqueteiro também apresentou uma narrativa que pretende reforçar nesta etapa da eleição: a de que o resultado do primeiro turno representaria o “fim da era Lula”.

Do outro lado, Lula pega o celular

Enquanto a campanha de Flávio discutia como expandir uma estrutura digital já incorporada à estratégia eleitoral, Lula reconhecia diante de aliados a própria dificuldade para se adaptar a esse ambiente.

Nesta quarta, o presidente publicou pela primeira vez vídeos gravados por ele próprio em formato selfie. Em um deles, convocou apoiadores a irem às ruas. No outro, falou sobre o fim da escala 6x1. A iniciativa faz parte de uma tentativa da campanha de aumentar a exposição direta do petista nas plataformas digitais.

Horas depois, em encontro com parlamentares e integrantes do PT em Brasília, Lula contou que costuma resistir às cobranças da equipe para produzir esse tipo de conteúdo.

“Eu tenho que falar nas redes, no celular. Eu não uso celular porque tenho a mão para fazer outras coisas”, afirmou.

Lula disse preferir falar apenas o que considera essencial e contou que não gosta de selfies.

“Mas o pessoal me enche o saco: ‘Faz uma selfie’. Eu não gosto. Hoje, eu resolvi fazer. Sinceramente, eu sou de outra geração”, afirmou.

A declaração explicita uma diferença geracional entre os dois candidatos, que chega também à forma como cada campanha tenta se comunicar com o eleitor. Lula tem 80 anos e construiu sua trajetória política em campanhas marcadas por comícios, caravanas, programas de televisão e mobilização sindical. Flávio, aos 45 anos, disputa a Presidência, apoiado em um campo político que fez das redes sociais uma de suas principais ferramentas de organização e comunicação eleitoral.

O próprio Lula reconheceu que a oposição avançou nesse terreno e cobrou de seus aliados uma reação mais rápida ao conteúdo que considera falso ou negativo.

“Quando ver a notícia ruim, não é passar para a frente, é detonar. Porque a facilidade que eles têm de contar mentira é muito grande”, disse.

‘Menos organizada desde 1989’

“Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade; poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989”, afirmou o presidente, em referência ao presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva.

A conversa chegou a ser transmitida pelo canal do PT, mas a transmissão foi retirada do ar. A campanha petista discute mudanças para o segundo turno e busca aproximar Lula de parlamentares mais jovens e com maior familiaridade e alcance nas plataformas digitais.

O movimento começou a aparecer no próprio perfil do presidente. Depois de uma campanha em que sua comunicação digital foi alvo de críticas internas, Lula passou a testar justamente o formato que disse não apreciar: sozinho diante da câmera do celular, falando diretamente com o eleitor.

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