Governo acusa Milei de interferir nas eleições após argentino insinuar chance de fraude no segundo turno
Argentino chamou Lula de ‘esquerdista ladrão’ e sugeriu possibilidade de manipulação do resultado de domingo (25)
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo brasileiro acusou nesta terça-feira (20) o presidente da Argentina, Javier Milei, de tentar interferir nas eleições presidenciais após o argentino insinuar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia fraudar o resultado do segundo turno, marcado para domingo (25).
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou as declarações como uma tentativa “inaceitável” de ingerência externa no processo democrático brasileiro.
“As ofensas de hoje do Presidente da República Argentina ao Brasil, desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro.”
Leia Mais
Em post no X, Milei afirmou esperar que a campanha petista não tente “roubar a eleição” e chamou o presidente brasileiro de “esquerdista ladrão”.
“Espero que o último truque sujo de campanha deles não inclua roubar a eleição”, escreveu Milei, que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
A publicação foi feita em resposta a um vídeo no qual Lula defendia o fim da escala de trabalho 6x1. No trecho compartilhado, o brasileiro argumentava que a jornada prejudica especialmente as mulheres, que frequentemente dedicam o único dia de descanso às tarefas domésticas.
Milei reagiu chamando integrantes da esquerda de “delinquentes” e acusando setores progressistas de hipocrisia ao abordar o machismo. Na sequência, levantou suspeitas sobre a lisura da votação brasileira, sem apresentar provas de qualquer possibilidade de fraude.
Em resposta, o Itamaraty associou as declarações de Milei às acusações de fraude eleitoral difundidas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2022.
“O Presidente da República Argentina reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos. Essa antidemocrática manifestação é inaceitável, desequilibrada, e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo”, acrescentou o Itamaraty.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













