Justiça Eleitoral decide se Deltan Dallagnol, eleito senador pelo PR, poderá tomar posse
Ministros analisam, a partir das 10h, recurso sobre registro da candidatura do ex-procurador, que recebeu 2,9 milhões de votos
2026|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julga nesta quinta-feira (8) o recurso que discute o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná no primeiro turno das eleições. A decisão definirá se o ex-procurador da República poderá assumir a vaga conquistada nas urnas.
O julgamento está marcado para as 10h. Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, o equivalente a 25,14% dos votos válidos, e terminou a disputa em segundo lugar, atrás de Filipe Barros (PL), também eleito. O mandato dos dois senadores começa em fevereiro de 2027 e tem duração de oito anos.
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A situação de Dallagnol, porém, ainda depende da decisão da Justiça Eleitoral. Na véspera da eleição, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia indeferido o registro da candidatura e determinado que os votos recebidos pelo candidato fossem considerados nulos.
No domingo (4), dia da votação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e manteve os votos de Dallagnol na apuração até que o caso fosse analisado pelo plenário da Corte.
Caso o TSE conclua que Dallagnol não poderia ter concorrido, ele não poderá assumir a vaga. Nesse cenário, a cadeira ficaria com Alexandre Curi (Republicanos), terceiro colocado na disputa pelo Senado no Paraná.
Trajetória política
Dallagnol ganhou projeção nacional como um dos principais nomes da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, onde atuou como procurador da República.
Em 2022, deixou o MPF (Ministério Público Federal) e ingressou na política partidária. Naquele ano, foi eleito deputado federal pelo Paraná pelo Podemos.
Em maio de 2023, entretanto, o TSE cassou por unanimidade o registro de sua candidatura. A Corte entendeu que Dallagnol havia pedido exoneração do Ministério Público enquanto respondia a procedimentos disciplinares que poderiam resultar em punições, interpretando a saída como uma tentativa de evitar uma hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
A decisão levou à perda do mandato de deputado federal. Na ocasião, o TSE determinou que os votos recebidos por Dallagnol fossem contabilizados para a legenda pela qual ele havia concorrido.
Nova candidatura
Em 2026, Dallagnol voltou a disputar uma eleição, desta vez para o Senado pelo Novo. O registro da candidatura foi inicialmente aprovado pelo TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), por 4 votos a 3, em setembro.
A decisão do TSE desta quinta-feira definirá a situação da candidatura e, consequentemente, da vaga conquistada por Dallagnol nas urnas.
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