Líder da oposição diz que Flávio queria ‘dar um tempo’ antes de sair do Brasil
Líder da oposição no Senado afirma que recebeu mensagem do senador pela manhã, mas depois perdeu contato
2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e um dos coordenadores da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que o parlamentar enviou uma mensagem pela manhã dizendo que queria “dar um tempo” e que procuraria os aliados mais tarde.
Segundo Marinho, essa foi a única comunicação que ele teve com o senador antes de ver as notícias de que Flávio deixou o Brasil. O parlamentar foi para os Estados Unidos mesmo após ter os passaportes pessoais cancelados pela PF e estar proibido de sair do Brasil, segundo ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
“Hoje pela manhã, quando fomos procurados por vários veículos de imprensa, nós tentamos contactar o Flávio, as pessoas que estavam no seu entorno. Recebi por parte dele uma mensagem no telefone, uma mensagem de texto, onde ele ele dizia que iria dar um tempo hoje e que depois conversaria conosco. E pronto, foi a única comunicação que eu tive com ele, acho que em torno de 8 horas da manhã”, relatou.
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Marinho participou de uma reunião na sede nacional do PL, em Brasília, nesta tarde, convocada após notícias de que Flávio saiu do Brasil com destino aos Estados Unidos.
O líder da oposição disse que não foi avisado previamente sobre a possível saída do senador do Brasil. Apesar de dizer que ficou surpreso com as notícias sobre a viagem ao exterior, Marinho declarou que compreende a decisão de Flávio de deixar o país com a família em meio à situação judicial enfrentada pelo senador.
Marinho criticou Moraes por ter mandado a PF recolher os passaportes de Flávio minutos depois de a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter sido confirmada na noite de domingo (25).
“Às 20h44 é proclamado o resultado das eleições. Sete minutos depois, a Polícia Federal, comandada pelo Andrei [Rodrigues] requer medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro. É uma coincidência que precisa ser analisada pela sociedade. E uma hora e meia depois, ou um pouco mais, isso é concedido pelo senhor Alexandre Moraes. É muito estranho que um candidato a presidente da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de uma cautelar no inquérito em que o principal motivo caiu por terra para a retenção dos seus passaportes. Me parece uma preparação para uma coisa mais persecutória”, disse Marinho.
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