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Lula inicia novo mandato sob pressão para controlar dívida pública de R$ 11 trilhões

Plano de governo do petista prevê manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais

2026|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula assume a presidência com o desafio de controlar uma dívida pública de R$ 11,05 trilhões, equivalente a 82,9% do PIB.
  • O plano de governo visa manter o arcabouço fiscal, controlar despesas e buscar melhores resultados fiscais com crescimento econômico.
  • Economistas destacam a necessidade de um superávit primário entre 1,5% e 2% do PIB para frear o aumento da dívida.
  • Apesar do alto endividamento, especialistas afirmam que o Brasil não está "quebrado", mas o controle da dívida é crucial para evitar dificuldades futuras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula foi reeleito presidente do Brasil neste domingo (25) Ricardo Stuckert/Divulgação

Com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, o petista vai seguir no comando do país em meio a um cenário fiscal complexo, com o desafio de equilibrar uma dívida pública de R$ 11,05 trilhões, que cresceu durante seu terceiro mandato. Atualmente, o endividamento do governo é uma das principais preocupações de economistas.

📌 A dívida pública é o dinheiro que o governo deve a pessoas, empresas, bancos e investidores, dentro e fora do país. Ela surge quando o governo precisa de recursos para pagar suas despesas e financiar suas atividades e capta dinheiro por meio de empréstimos ou da emissão de títulos públicos.

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Em agosto de 2026, a dívida bruta estava em R$ 11,05 trilhões, ou seja, 82,9% do PIB brasileiro. Caso esse valor passe de 100%, o país não “quebra” automaticamente, mas fica mais vulnerável a um ciclo de juros altos, inflação, menor investimento e pressão por cortes ou impostos.

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Segundo o plano de governo de Lula, a ideia para as contas públicas é manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico.

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Atualmente, a área da Previdência Social representa o maior gasto do governo, representando 50% das despesas, segundo o Portal da Transparência. Na sequência, aparecem assistência social (13,55%) e outros (11,83%).

Dívida pública

Em 2027, o governo federal prevê arrecadar R$ 3,396 trilhões em impostos e outras receitas.

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Mesmo com essa arrecadação, a expectativa é que as contas do Governo Central — que incluem o governo federal, a Previdência Social e o Banco Central — terminem o ano com um déficit primário de R$ 44 bilhões.

Isso significa que as despesas serão maiores que as receitas, sem contar os juros da dívida pública.

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A dívida pública aumenta quando as despesas do governo superam a arrecadação, levando o Estado a captar recursos para cobrir a diferença. Quando o endividamento ultrapassa o PIB, o valor devido supera o total de bens e serviços produzidos pelo país em um ano.

Com juros elevados, uma parcela maior do orçamento precisa ser destinada ao pagamento dos encargos da dívida, reduzindo os recursos disponíveis para áreas como saúde, educação, segurança e investimentos públicos.

Dívida bruta do governo geral Arte/R7

Situação do Brasil

Apesar da dívida pública, especialistas explicam que “o Brasil não está quebrado”. Para chegar a esse ponto, o país teria que deixar de pagar o que deve, dando calote nos credores, ou perder a capacidade de se financiar porque não haveria interessados em comprar seus títulos públicos — o que não ocorre atualmente.

Ainda assim, a situação das finanças brasileiras é uma das maiores preocupações dos analistas. O economista Augusto Mergulhão explica que a dívida brasileira está em trajetória de alta, e o risco de uma conta que cresce sem parar é chegar a um ponto em que honrá-la fique difícil no futuro.

“Para frear essa alta, o governo precisaria economizar antes de pagar juros. Estimativas de mercado apontam a necessidade de um superávit primário entre 1,5% e 2% do PIB, mas hoje há déficit: o setor público acumula rombo de R$ 82,1 bilhões em 12 meses, ou 0,62% do PIB”, comenta Mergulhão.

Os valores mostram que o problema fiscal brasileiro não está restrito ao desequilíbrio entre receitas e despesas primárias, mas envolve também o elevado custo de financiamento da dívida pública, como explica o economista Hugo Garbe.

“Uma estratégia consistente de estabilização da dívida deve combinar controle do crescimento das despesas obrigatórias, revisão de benefícios tributários e subsídios, melhoria da eficiência do gasto público e fortalecimento das condições para o investimento privado”, diz Garbe.

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