Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada eleita Ana Elisa
Deputada federal de 21 anos desativou conta nas redes sociais após novos ataques
2026|Carol Malheiro, do R7
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à PF (Polícia Federal), nesta sexta-feira (9), a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT).
O documento menciona um vídeo publicado em outra rede social pela deputada federal, depois de desativar a sua conta pessoal no X, denunciando as ameaças que estava recebendo a cada dois minutos. O Ministério da Justiça explica que as mensagens teriam motivação no posicionamento político de Ana Elisa, que tem tido uma participação cada vez mais presente na campanha de Lula (PT) à Presidência.
O pedido foi enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A pasta também pediu que a PF adote providências junto ao X e à Meta para fazer cessar as práticas denunciadas e identificar os responsáveis.
A deputada já havia antes denunciado à Polícia Civil de Minas Gerais as ameaças recebidas e relatou que as mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro.
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“Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaças de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país. O debate político, para mim, nunca foi sobre isso. A minha equipe desativou a minha conta no Twitter, porque nós estávamos recebendo ameaças de morte a cada dois minutos. A ameaça de morte e ameaça de estupro” desabafou Ana Elisa.
Aposta de Lula para campanha do segundo turno
Lula (PT) tem adotado uma estratégia diferente no segundo turno para conseguir reverter o resultado das urnas do dia 4 de outubro. Apostando na forte presença nas redes sociais, o presidente tem contado com apoio de aliados políticos mais jovens, como Ana Elisa.
A deputada federal foi a mais jovem eleita em Minas Gerais e recebeu 524.219 votos, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL) no estado, que teve 1.492.047. Ela chegou a cobrar a campanha de Lula por uma mudança na comunicação digital e defendeu que resultados econômicos e de políticas públicas precisam ser apresentados em uma linguagem acessível nas redes sociais.
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