Nunes Marques determina reativação do canal ‘Exército do Lula’
Canal administrado por André Janones havia sido suspenso após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
2026|Do R7, em Brasília
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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quarta-feira (14) a reativação do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A página havia saído do ar na noite de terça-feira (13).
A decisão ocorre após uma sequência de medidas judiciais que retiraram o canal do ar e, posteriormente, autorizaram sua retomada. O caso envolve questionamentos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o conteúdo divulgado na ferramenta e o cumprimento das regras eleitorais para o uso de canais de mensagens durante a campanha.
O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com mais de 4 milhões de seguidores, a ferramenta é usada para divulgar mensagens e mobilizar apoiadores da campanha à reeleição.
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Entenda o caso
O canal se tornou alvo de uma disputa judicial entre as campanhas presidenciais e ministros do TSE nos últimos dias.
No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. A representação alegava que o canal era utilizado para disseminar informações falsas ou descontextualizadas contra o candidato do PL.
Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a suspensão e autorizou a retomada do canal. Cueva questionou a competência da Presidência do TSE para suspender a ferramenta por meio de um procedimento administrativo, uma vez que o caso já era analisado em outro processo, sob sua relatoria.
Na terça-feira (13), Nunes Marques voltou a determinar restrições ao canal. Desta vez, o ministro alegou que o endereço eletrônico da ferramenta não havia sido formalmente comunicado à Justiça Eleitoral, como exige a regulamentação eleitoral para canais oficiais de campanha.
A campanha de Lula registrou o endereço no TSE, mas o ministro estabeleceu que a retomada das publicações deveria respeitar um intervalo de 48 horas após a comunicação. O canal ficou indisponível na noite de terça-feira.
Campanhas tentam reduzir disputas no TSE
As campanhas de Lula e Flávio propuseram estabelecer um prazo de três horas para que candidaturas adversárias corrijam falhas antes de levar reclamações à Justiça Eleitoral. A iniciativa busca criar uma etapa prévia de negociação entre as equipes antes da abertura de novos processos no TSE.
A proposta ocorre em meio a disputas judiciais entre as campanhas no segundo turno, que incluem questionamentos sobre conteúdos publicados nas redes sociais e pedidos de remoção de materiais.
O acordo prevê que o adversário seja avisado sobre o problema e tenha a oportunidade de fazer a correção dentro do prazo estabelecido antes de a questão ser levada ao tribunal.
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