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Pavanato, deputado federal mais votado de SP, coleciona embates em universidades e processos

Condenações envolvendo o uso de imagens de estudantes se somam à estratégia de confrontos que impulsionou sua presença nas redes

2026|Maria Cunha, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lucas Pavanato foi o deputado federal mais votado de São Paulo em 2026, com 3.038.438 votos, após ser o vereador mais votado da história da Câmara Municipal de São Paulo em 2024.
  • Conhecido por sua presença nas redes sociais, Pavanato utilizou vídeos de confrontos em universidades como estratégia política, o que resultou em processos judiciais.
  • Foi condenado a pagar indenizações por uso não autorizado de imagens de estudantes em vídeos gravados na USP e na PUC-SP, com a Justiça considerando a violação dos direitos de imagem.
  • Pavanato contesta as decisões judiciais, alegando falta de prazo adequado para recursos e questionando a parcialidade das sentenças.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lucas Pavanato (PL) foi o deputado federal mais votado de São Paulo Reprodução/Instagram/@lucaspavanato

Lucas Pavanato (PL) foi o deputado federal mais votado de São Paulo nas eleições de 2026, com 3.038.438 votos válidos.

Aos 28 anos, o político, que já havia sido o vereador mais votado da história da Câmara Municipal de São Paulo em 2024, chega ao Congresso após construir uma forte presença nas redes sociais com vídeos de confrontos e abordagens em universidades.

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A estratégia, que ajudou a impulsionar sua projeção política, também rendeu processos na Justiça. Um dos primeiros episódios que chegou aos tribunais aconteceu na USP (Universidade de São Paulo), em agosto de 2023.

Na ocasião, o então vereador foi ao campus para gravar vídeos com estudantes. Ele apresentava nomes de personalidades políticas e perguntava aos jovens se eles os conheciam.

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Uma estudante que apareceu em um dos vídeos entrou na Justiça alegando que não havia autorizado o uso de sua imagem. Em março de 2025, a Justiça de São Paulo condenou Pavanato a pagar R$ 8 mil de indenização e determinou a retirada das publicações.

A sentença apontou violação do direito de imagem e considerou que não havia sido comprovada a autorização prévia para a publicação da gravação nas redes sociais. Pavanato contestou a decisão e afirmou que foi impedido de recorrer por uma questão relacionada ao pagamento das custas do recurso.

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Em abril de 2025, apresentou ainda uma reclamação disciplinar ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra a juíza responsável pelo caso, alegando que não teve prazo adequado para complementar o pagamento das taxas.

Já em 4 de março de 2026, uma ação do então vereador no campus terminou em uma confusão entre estudantes e integrantes de sua equipe de segurança. Segundo relatos de alunos, houve uso de spray de pimenta e agressões físicas. Pelo menos dois estudantes ficaram feridos, e um deles precisou ser levado ao Hospital Universitário.

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Questionado pelo Jornal do Campus, da USP, Pavanato afirmou que sua equipe agiu “em legítima defesa” e classificou os estudantes como “vagabundos que agrediram as pessoas que estavam comigo”.

O político disse ainda que foi à universidade para promover o debate sobre seus projetos e defendeu que estudantes que não aceitassem o confronto de ideias deveriam ser expulsos.

Os casos envolvendo universidades não ficaram restritos à USP. Em setembro de 2026, Pavanato foi condenado novamente a pagar indenização por danos morais, desta vez a uma estudante da PUC-SP.

O processo envolvia um vídeo gravado durante um evento na universidade, em abril de 2022. Segundo a decisão, a estudante pediu que o conteúdo fosse retirado e registrou um boletim de ocorrência, mas o vídeo permaneceu disponível e chegou a ser republicado nas redes sociais.

O juiz considerou que a edição expôs a jovem ao ridículo e determinou o pagamento de R$ 7.500, além da remoção e da proibição de republicação do material.

A defesa de Pavanato recorreu. O advogado afirmou que a própria estudante havia iniciado a conversa com o político e consentido com a gravação e a publicação. Pavanato também contestou a decisão e afirmou que considera o entendimento da Justiça parcial.

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