Quem é Douglas Ruas, eleito novo governador do Rio de Janeiro
Candidato do PL foi confirmado vencedor em primeiro turno após os votos de Anthony Garotinho serem anulados pelo TSE
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O candidato Douglas Ruas (PL) foi eleito o novo governador do Rio de Janeiro neste sábado (10), depois de a Justiça Eleitoral fazer a recontagem dos votos do primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4).
O ato ocorreu após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar, em julgamento na quinta-feira (8), a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e anular os votos recebidos por ele no primeiro turno do pleito.
Na eleição do último domingo (4), Ruas obteve 49,27% dos votos válidos (4.271.199 no total), enquanto Eduardo Paes (PSD), segundo colocado, teve 42,76% (um total de 3.706.984). Garotinho ficou em terceiro lugar, com 3,17% (274.411 no total), e seus votos ficaram pendentes.
Com a decisão da Justiça Eleitoral, os votos para Garotinho se tornaram sem efeito, e Ruas passou a ter aproximadamente 50,88% dos votos válidos, contra 44,16% de Eduardo Paes (PSD), percentual que garantiu sua vitória para o governo do Rio no primeiro turno.
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Quem é Douglas Ruas
Douglas Ruas é deputado estadual do Rio e presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Nascido em 17 de janeiro de 1989, em São Gonçalo, é formado em direito pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Gestão Pública pela mesma instituição. É filho do atual prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), além de policial civil concursado do Rio.
O deputado iniciou a trajetória política em cargos públicos de São Gonçalo a partir de 2017, atuando como subsecretário de Trabalho do município entre 2017 e 2018.
Em 2022, disputou eleição para deputado estadual do Rio de Janeiro, função que assumiu em fevereiro de 2023. Entre setembro de 2023 e março de 2026, ocupou a Secretaria das Cidades do estado, na gestão de Cláudio Castro (PL), antes de se tornar presidente da Alerj.
A eleição do deputado para a presidência da Alerj, em 17 de abril de 2026, ocorreu em meio a uma crise de sucessão no Executivo estadual.
Cláudio Castro havia deixado o cargo em 20 de março daquele ano, e o vice, Thiago Pampolha (MDB), já havia renunciado antes disso, o que colocou Ruas na linha sucessória do governo do estado.
O STF, porém, interveio: o ministro Cristiano Zanin concedeu liminar determinando que o desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, permanecesse como governador em exercício.
Entenda por que a candidatura de Garotinho foi barrada
O TRE-RJ negou o registro de Garotinho em 11 de setembro por entender que o ex-governador ainda teria os direitos políticos suspensos por condenação por improbidade administrativa.
A controvérsia girou em torno do início da contagem dos oito anos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. A condenação tem origem no período em que Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, governava o estado e ele chefiava a Secretaria de Governo.
Na reta final da eleição, o caso teve decisões divergentes. Em 2 de outubro, Floriano Marques revogou uma liminar favorável a Garotinho, mantendo seus votos anulados sub judice.
No dia da votação, 4 de outubro, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que os votos continuassem a ser contabilizados até o julgamento definitivo pelo plenário, ocorrido no dia 8 e que confirmou que os votos seriam considerados inválidos.
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