Recordistas de votos, Pavanato e Nikolas puxam mais 13 cadeiras para o PL na Câmara
Sem os votos dos dois deputados, PL teria 106 deputados federais a partir do ano que vem, e não 121
2026|Augusto Fernandes e Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O PL garantiu a maior bancada da Câmara dos Deputados para a próxima legislatura, com 121 parlamentares eleitos. Parte desse resultado passou pela votação de dois dos principais nomes do partido: Nikolas Ferreira (PL-MG), que recebeu 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato (PL-SP), que teve 3.038.438 votos. Juntos, eles ajudaram a ampliar a representação da legenda e contribuíram para a eleição de ao menos outros 13 deputados: nove em Minas Gerais e quatro em São Paulo.
Segundo cálculos feitos pelo R7, sem o desempenho dos dois parlamentares, a bancada do PL na Câmara encolheria em 15 cadeiras (as duas ocupadas por eles mais as 13 vagas conquistadas por efeito proporcional), caindo de 121 para 106 deputados federais.
Veja Também
Em Minas Gerais, onde o PL elegeu uma bancada de 21 deputados, Nikolas concentrou mais de 67% de todos os votos recebidos pela sigla no estado (3.119.318 de um total de 4.613.114).
No sistema eleitoral proporcional, utilizado para eleger deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais, o quociente eleitoral (meta mínima de votos para eleger um deputado) é recalculado de acordo com o total de votos válidos apurados.
Se a votação de Nikolas fosse retirada da equação, o quociente mineiro (obtido pela divisão dos votos válidos pelas 53 vagas do estado) cairia de 214.720 para 155.865 votos. Nesse cenário, a bancada mineira do partido cairia de 21 para 11 parlamentares (nove eleitos pelo quociente partidário e dois na distribuição das sobras).
Descontada a cadeira do próprio Nikolas, nove deputados do PL deixariam de ser eleitos:
- Marcelo Álvaro Antônio (56.958 votos)
- Fabinho Ramalho (43.908 votos)
- Thiago Ganem (42.718 votos)
- Delegada Ione (39.275 votos)
- Rodrigo Tavares (37.534 votos)
- Lincoln Portela (37.162 votos)
- Subtenente Gonzaga (35.958 votos)
- Junio Amaral (33.762 votos)
- Sargento Mello-Casal (25.090 votos)
As 10 cadeiras perdidas pelo PL em Minas acabariam redistribuídas da seguinte forma:
- Cassio Soares (PSD): 100.410 votos
- Euclydes Pettersen (Republicanos): 92.285 votos
- Paulo Filho da Fundação (PSD): 87.645 votos
- Junynho Martins (PP): 81.676 votos
- Mário Heringer (PDT): 75.782 votos
- Luiz Fernando (União): 71.865 votos
- Olavo Keesen (Solidariedade): 43.943 votos
- Sávio Souza Cruz (REDE): 35.859 votos
- Gilmar Machado (PT): 32.357 votos
- Anderson Adauto (PV): 26.193 votos
Situação em São Paulo
No maior colégio eleitoral do país, Lucas Pavanato teve 3.038.438 votos dos 6.429.497 obtidos pelo PL paulista, ajudando a garantir uma bancada de 19 deputados federais para a legenda.
Sem os votos de Pavanato, o quociente eleitoral paulista (calculado sobre as 70 vagas da bancada) passaria de 338.203 para 294.796 votos.
Com isso, a bancada do PL em São Paulo recuaria de 19 para 14 deputados (11 eleitos diretamente pelo quociente partidário e três na repescagem das sobras eleitorais).
Subtraindo a vaga que pertencia a Pavanato, a votação dele foi responsável por puxar outros quatro deputados federais do PL:
- Delegado Paulo Bilynskyj (90.363 votos)
- Eduardo Cury (66.860 votos)
- Wesley Cezar Lelinho (66.673 votos)
- Gil Diniz (63.398 votos)
Com a retração do PL em São Paulo, as cinco vagas remanescentes migrariam para:
- Marangoni (Podemos): 67.111 votos
- Pastora Sandra Alves (União): 63.745 votos
- Ana Hering (Missão): 51.768 votos
- Datena (PSB): 51.078 votos
- Raul Marcelo (PSOL): 30.119 votos
Sistema proporcional
No caso das vagas na Câmara dos Deputados, as vagas são calculadas por meio do sistema proporcional. Cada estado tem direito a um número de deputados, que deve ser proporcional ao número de eleitores.
Nessa estrutura, os votos recebidos pelos candidatos são somados aos votos de legenda (quando o eleitor vota apenas no número do partido). O resultado dessa soma é utilizado para calcular quantas vagas cada partido ou federação terá direito de ocupar.
O especialista em direito eleitoral Getúlio Immich explica que o sistema é baseado em um cálculo matemático. Por ter uma lógica diferente, muitos acreditam ser errado que um candidato com poucos votos esteja tomando a vaga de outro candidato que recebeu mais votos.
“O voto dado ao candidato também é computado para o partido ou para a federação. Por isso, antes de definir quais candidatos serão eleitos, é necessário verificar quantas cadeiras cada partido ou federação conquistou”, disse Immich.
As cadeiras que não forem preenchidas nessa etapa passam para a distribuição das chamadas sobras, realizada por um cálculo de médias previsto na legislação eleitoral.
Bancadas
Após o PL, a federação PT-PCdoB-PV terá a segunda maior bancada da Câmara a partir do ano que vem, com 88 cadeiras (seis a mais na comparação com o pleito de 2022). Desse total, 70 são do PT.
O União Progressista, que reúne os partidos União e PP, conquistou 87 vagas. No pleito anterior, eles obtiveram 105. Para 2027, o PSD terá 43 cadeiras, o Republicanos, 41, e o MDB, 36.
Dos 513 eleitos neste ano, 301 conseguiram renovar o mandato para a próxima legislatura. Segundo a Câmara, o índice de reeleição foi de 58,67%.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp



















