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Recordistas de votos, Pavanato e Nikolas puxam mais 13 cadeiras para o PL na Câmara

Sem os votos dos dois deputados, PL teria 106 deputados federais a partir do ano que vem, e não 121

2026|Augusto Fernandes e Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O PL garantiu a maior bancada na Câmara dos Deputados, com 121 parlamentares eleitos, graças à votação expressiva de Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato.
  • Sem os votos de Nikolas e Pavanato, o PL teria apenas 106 deputados, perdendo 15 cadeiras devido ao sistema eleitoral proporcional.
  • Nikolas Ferreira concentrou mais de 67% dos votos do PL em Minas Gerais, enquanto Lucas Pavanato teve uma participação significativa no resultado de São Paulo.
  • O sistema eleitoral proporcional brasileiro considera os votos de candidatos e de legenda para determinar a quantidade de cadeiras de cada partido.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira
Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira foram os mais votados no país para a Câmara dos Deputados Reprodução/Instagram/@lucaspavanato

O PL garantiu a maior bancada da Câmara dos Deputados para a próxima legislatura, com 121 parlamentares eleitos. Parte desse resultado passou pela votação de dois dos principais nomes do partido: Nikolas Ferreira (PL-MG), que recebeu 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato (PL-SP), que teve 3.038.438 votos. Juntos, eles ajudaram a ampliar a representação da legenda e contribuíram para a eleição de ao menos outros 13 deputados: nove em Minas Gerais e quatro em São Paulo.

Segundo cálculos feitos pelo R7, sem o desempenho dos dois parlamentares, a bancada do PL na Câmara encolheria em 15 cadeiras (as duas ocupadas por eles mais as 13 vagas conquistadas por efeito proporcional), caindo de 121 para 106 deputados federais.

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Em Minas Gerais, onde o PL elegeu uma bancada de 21 deputados, Nikolas concentrou mais de 67% de todos os votos recebidos pela sigla no estado (3.119.318 de um total de 4.613.114).

No sistema eleitoral proporcional, utilizado para eleger deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais, o quociente eleitoral (meta mínima de votos para eleger um deputado) é recalculado de acordo com o total de votos válidos apurados.

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Se a votação de Nikolas fosse retirada da equação, o quociente mineiro (obtido pela divisão dos votos válidos pelas 53 vagas do estado) cairia de 214.720 para 155.865 votos. Nesse cenário, a bancada mineira do partido cairia de 21 para 11 parlamentares (nove eleitos pelo quociente partidário e dois na distribuição das sobras).

Descontada a cadeira do próprio Nikolas, nove deputados do PL deixariam de ser eleitos:

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  • Marcelo Álvaro Antônio (56.958 votos)
  • Fabinho Ramalho (43.908 votos)
  • Thiago Ganem (42.718 votos)
  • Delegada Ione (39.275 votos)
  • Rodrigo Tavares (37.534 votos)
  • Lincoln Portela (37.162 votos)
  • Subtenente Gonzaga (35.958 votos)
  • Junio Amaral (33.762 votos)
  • Sargento Mello-Casal (25.090 votos)

As 10 cadeiras perdidas pelo PL em Minas acabariam redistribuídas da seguinte forma:

  • Cassio Soares (PSD): 100.410 votos
  • Euclydes Pettersen (Republicanos): 92.285 votos
  • Paulo Filho da Fundação (PSD): 87.645 votos
  • Junynho Martins (PP): 81.676 votos
  • Mário Heringer (PDT): 75.782 votos
  • Luiz Fernando (União): 71.865 votos
  • Olavo Keesen (Solidariedade): 43.943 votos
  • Sávio Souza Cruz (REDE): 35.859 votos
  • Gilmar Machado (PT): 32.357 votos
  • Anderson Adauto (PV): 26.193 votos

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Situação em São Paulo

No maior colégio eleitoral do país, Lucas Pavanato teve 3.038.438 votos dos 6.429.497 obtidos pelo PL paulista, ajudando a garantir uma bancada de 19 deputados federais para a legenda.

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Sem os votos de Pavanato, o quociente eleitoral paulista (calculado sobre as 70 vagas da bancada) passaria de 338.203 para 294.796 votos.

Com isso, a bancada do PL em São Paulo recuaria de 19 para 14 deputados (11 eleitos diretamente pelo quociente partidário e três na repescagem das sobras eleitorais).

Subtraindo a vaga que pertencia a Pavanato, a votação dele foi responsável por puxar outros quatro deputados federais do PL:

  • Delegado Paulo Bilynskyj (90.363 votos)
  • Eduardo Cury (66.860 votos)
  • Wesley Cezar Lelinho (66.673 votos)
  • Gil Diniz (63.398 votos)

Com a retração do PL em São Paulo, as cinco vagas remanescentes migrariam para:

  • Marangoni (Podemos): 67.111 votos
  • Pastora Sandra Alves (União): 63.745 votos
  • Ana Hering (Missão): 51.768 votos
  • Datena (PSB): 51.078 votos
  • Raul Marcelo (PSOL): 30.119 votos

Sistema proporcional

No caso das vagas na Câmara dos Deputados, as vagas são calculadas por meio do sistema proporcional. Cada estado tem direito a um número de deputados, que deve ser proporcional ao número de eleitores.

Nessa estrutura, os votos recebidos pelos candidatos são somados aos votos de legenda (quando o eleitor vota apenas no número do partido). O resultado dessa soma é utilizado para calcular quantas vagas cada partido ou federação terá direito de ocupar.

O especialista em direito eleitoral Getúlio Immich explica que o sistema é baseado em um cálculo matemático. Por ter uma lógica diferente, muitos acreditam ser errado que um candidato com poucos votos esteja tomando a vaga de outro candidato que recebeu mais votos.

“O voto dado ao candidato também é computado para o partido ou para a federação. Por isso, antes de definir quais candidatos serão eleitos, é necessário verificar quantas cadeiras cada partido ou federação conquistou”, disse Immich.

As cadeiras que não forem preenchidas nessa etapa passam para a distribuição das chamadas sobras, realizada por um cálculo de médias previsto na legislação eleitoral.

Bancadas

Após o PL, a federação PT-PCdoB-PV terá a segunda maior bancada da Câmara a partir do ano que vem, com 88 cadeiras (seis a mais na comparação com o pleito de 2022). Desse total, 70 são do PT.

O União Progressista, que reúne os partidos União e PP, conquistou 87 vagas. No pleito anterior, eles obtiveram 105. Para 2027, o PSD terá 43 cadeiras, o Republicanos, 41, e o MDB, 36.

Dos 513 eleitos neste ano, 301 conseguiram renovar o mandato para a próxima legislatura. Segundo a Câmara, o índice de reeleição foi de 58,67%.

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