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Renan Santos quer limitar atuação do STF no julgamento de políticos

Em entrevista ao Jornal da Record, candidato do Missão defendeu ainda mandatos de no máximo oito anos para os membros da Corte

2026|Ezequiel Trancoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Renan Santos propõe retirar do STF a atribuição de julgar políticos e limitar mandatos dos ministros a oito anos.
  • O candidato critica o Judiciário, afirmando que está "destruído" e sem autoridade, e menciona escândalos envolvendo o Banco Master.
  • Defende o fim do foro privilegiado para políticos, que seriam julgados por desembargadores em uma nova corte rotativa.
  • Renan acredita que o Congresso é favorável às suas propostas de reforma do Judiciário, apesar de considerá-lo "contaminado".

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Renan Santos afirmou que pretende acabar com o lobby no STF Reprodução/RECORD

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu, em entrevista ao Jornal da Record nesta terça-feira (22), retirar do STF (Supremo Tribunal Federal) a atribuição de julgar casos envolvendo políticos com cargos, além de propor mandatos de no máximo oito anos para os membros da Corte.

“Se a gente tirar do STF o poder de julgar casos de políticos, proibir os ministros do STF de terem escritórios de advocacia ligados a seus familiares, se colocar mandatos de no máximo oito anos, se fizer com que o Brasil imite as cortes europeias, que cuidam apenas de casos abstratos — ou seja, casos constitucionais, e não casos concretos — aí não existe mais lobby no STF”, afirmou o candidato.

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“O STF não serve pra julgar, por exemplo, senador nem deputado”, completou, afirmando que deseja que a Suprema Corte brasileira atue como “uma corte constitucional, como é a corte americana”.

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Crise no STF

O candidato afirmou ainda que o Judiciário do país está “destruído” e que a Suprema Corte não tem “absolutamente nenhuma autoridade para debater sobre nenhum tema”.

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Renan Santos afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master atinge múltiplos poderes e acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de travar o andamento de pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte, citando nominalmente Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

O candidato destacou ainda que a crise na Corte também atinge o Legislativo e o Executivo. “Presidentes de partidos políticos estão todos envolvidos nisso. O governo Lula cheio de gente que deu origem ao escândalo do Banco Master, a turma do Flávio Bolsonaro também envolvida no escândalo. A real é que, se organizar direitinho, botar um bom PGR — que é quem acusa —, independente, e deixar a Polícia Federal independente, vai preso todo mundo”, completou.

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Reforma do Judiciário

Renan Santos defendeu ainda o fim do foro privilegiado para políticos. Segundo ele, esses casos passariam a ser julgados por desembargadores.

“Nós vamos fazer uma nova corte em que desembargadores — que são os juízes de segunda instância dos estados — são, por sorteio, promovidos para uma corte, por dois anos apenas, eles julgam os políticos dessa corte de maneira rotativa, e aí saem desse cargo e voltam ao trabalho no estado.”

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Questionado sobre a viabilidade de aprovar as reformas do Judiciário diante de um Congresso que o próprio candidato considera “contaminado”, Renan Santos afirmou não ver dificuldades em implementar as mudanças.

“Por incrível que pareça, o Congresso é bem favorável a essa pauta. Eu não teria problema com o Congresso para aprovar essa pauta. Seria uma forma de retirar, hoje, o poder que o STF tem sobre eles próprios”, argumentou.

Desdobramentos eleitorais do Caso Master

Ao projetar os desdobramentos das eleições, Renan Santos afirmou que o país enfrenta uma escolha entre uma “grande pizza”, caso Lula ou Flávio sejam eleitos, e a moralização das instituições, caso ele próprio saia vencedor. Renan Santos aparece na terceira colocação nas pesquisas de intenção de voto.

“Se o Brasil for uma República séria, os envolvidos vão em cana; se o Brasil for uma República das bananas, vai ficar todo mundo solto, do Daniel Vorcaro aos candidatos a presidente da República envolvidos”, comentou.

Entrevistas com candidatos

Renan Santos (Missão) foi o último presidenciável entrevistado pelo Jornal da Record. A rodada de entrevistas começou na terça-feira (15), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguido por Romeu Zema (Novo), na quarta-feira (16), Ronaldo Caiado (PSD), na quinta-feira (17), e Augusto Cury (Avante), no sábado (19). Flávio Bolsonaro (PL) seria o entrevistado na sexta-feira (18), mas decidiu não comparecer.

Todas as entrevistas tiveram duração de 30 minutos.

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