Saiba quanto os candidatos à Presidência ainda podem gastar na última semana até o 1° turno
Lula já investiu mais de R$ 65 milhões na campanha, e Flávio, R$ 57 milhões; teto de gastos é ampliado para o 2° turno
2026|Do R7
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A campanha para o primeiro turno das eleições de 2026 está chegando ao fim e os candidatos à Presidência estão se aproximando do teto de gastos previsto na legislação eleitoral. Presidenciáveis têm o limite de investimento de R$ 88,9 milhões até o dia 4 de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem lidera o ranking de gastos até o momento, com mais de R$ 65,6 milhões em despesas de campanha. O valor representa cerca de 74% do que o candidato à reeleição pode gastar até o primeiro turno. Ele tem pouco mais de R$ 23 milhões para usar nesta última semana.
Na sequência, vem o senador Flávio Bolsonaro (PL), com R$ 57,2 milhões investidos até o momento. Isso corresponde a pouco mais de 64% do teto do primeiro turno e permite que o candidato invista mais R$ 31 milhões até o próximo domingo.
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Levando em consideração o cenário mais provável de momento, em que os dois concorrentes disputam o segundo turno nas próximas semanas, Lula e Flávio Bolsonaro terão direito a um acréscimo de R$ 44 milhões no limite de gastos. A lei eleitoral prevê um aumento de 50% no teto para quem disputa o segundo turno para a Presidência.
Os dados de Lula e Flávio Bolsonaro correspondem ao total de despesas declaradas pelos candidatos à Justiça Eleitoral até o dia 25 de setembro.
Candidatos do segundo pelotão com campanhas mais modestas
Abaixo dos dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, os demais concorrentes na disputa ao Planalto têm candidaturas bem mais modestas e estão longe do teto. O único que desponta entre os 11 outros candidatos é Ronaldo Caiado (PSD), que já investiu R$ 24,5 milhões até o dia 18 de setembro.
O partido do Caiado é um dos que mais recebeu recursos do fundo eleitoral para o pleito de 2026. O PSD é o quarto no total nacional, atrás de PL, PT e União Brasil, com R$ 421 milhões.
Augusto Cury (Avante), que aparece na terceira colocação na maioria das pesquisas, soma apenas R$ 440 mil em despesas de campanha. Já Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) colocaram em suas campanhas, respectivamente, R$ 1,2 milhão e R$ 4,3 milhões.
Veja o ranking dos candidatos que mais gastaram nas campanhas
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - R$ 65.682.712,27
- Flávio Bolsonaro (PL) - R$ 57.203.065,32
- Ronaldo Caiado (PSD) - R$ 24.541.783,48
- Romeu Zema (Novo) - R$ 4.325.102,80
- Renan Santos (Missão) - R$ 1.284.828,56
- Augusto Cury (Avante) - R$ 440.166,67
Limite de gastos
A Justiça Eleitoral define para cada eleição um teto de gastos para cada campanha no país. O TSE delimita quanto podem gastar os candidatos à Presidência, ao Senado, aos governos estaduais, à Câmara e às assembleias legislativas. O valor varia de estado para estado, a depender do tamanho do eleitorado.
Para o pleito deste ano, o TSE decidiu manter os limites das eleições de 2022. Quatro anos atrás, a Justiça aumentou em cerca de 26% o teto, seguindo a inflação no período.
Candidatos e partidos que ultrapassarem o teto de gastos estarão sujeitos ao pagamento de multa equivalente a 100% do valor excedente, e a conduta pode ser caracterizada como abuso do poder econômico.
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