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Parecer do MPE é contrário à decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa eleitoral

Procuradoria-geral eleitoral considera que não houve irregularidades nas perguntas feitas aos entrevistados em sondagem do AtlasIntel

Brasília|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou parecer contrário à decisão do ministro Nunes Marques que suspendeu uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel.
  • A pesquisa visava medir o impacto de conversas divulgadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro na intenção de voto.
  • O vice-procurador Alexandre Espinosa defendeu que não houve irregularidades nas perguntas e que a interferência da Justiça Eleitoral deve ser excepcional.
  • A decisão de Nunes Marques foi baseada em um pedido do PL, e o plenário do TSE ainda não decidiu se referendará a liminar.

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Ministro Kassio Nunes Marques suspendeu pesquisa que mostrou queda das intenções de voto em Flávio Marcelo Camargo/Agência Brasil – Arquivo

O MPE (Ministério Público Eleitoral) enviou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesta segunda-feira (22), um parecer contrário a decisão individual do ministro Kassio Nunes Marques. O presidente da corte suspendeu a divulgação de uma pesquisa de intenção do voto para presidente da República promovida pelo instituto AtlasIntel.

O levantamento ocorreu após a divulgação de conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, pede milhões em dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

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O parecer do MPE decorreu de um recurso apresentado contra a decisão do ministro. Na manifestação, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou que a interferência da Justiça Eleitoral em pesquisas de intenção de voto deve ser excepcional e apenas ocorrer se houver intervenção indevida na livre formação da opinião dos entrevistados.

Ainda segundo Espinosa, não houve irregularidades nas perguntas feitas aos entrevistados e é natural que institutos de pesquisa questionem os eleitores sobre “temas políticos sensíveis”.

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“A intervenção da Justiça Eleitoral nas pesquisas eleitorais somente deve ser admitida em situações excepcionais, nas quais fique sobejamente demonstrada uma quebra objetiva do dever de equidistância e imparcialidade no levantamento científico realizado, com evidências concretas que permitam concluir uma indução que represente significativa interferência indevida na livre formação da opinião dos entrevistados”, argumentou.

Entenda o caso

Em 8 de junho último, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação do levantamento e entendeu que a pesquisa da AtlasIntel induziu as respostas dos eleitores.

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Divulgada em 19 de maio, a pesquisa apontou uma queda de 5 pontos percentuais nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro e foi a primeira a divulgada após a revelação das conversas do parlamentar com Daniel Vorcaro pelo site Intercept Brasil.

O ministro atendeu a um pedido do PL (Partido Liberal), ao qual Flávio é filiado. A sigla solicitou que a pesquisa fosse suspensa, devido à inclusão de perguntas sobre o caso Master e à apresentação do áudio da conversa entre o senador e o banqueiro. A defesa do instituto ressaltou, porém, que as gravações foram reproduzidas depois de os entrevistados responderem a todas as perguntas do levantamento.

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Com a decisão individual de Nunes Marques, a pesquisa não pôde continuar nos canais oficiais da AtlasIntel nem ser republicada ou impulsionada nas mídias sociais.

No último dia 9, o Plenário do TSE começou a avaliar se essa decisão liminar do ministro será referendada ou derrubada. Contudo, a análise está suspensa, devido a um pedido de vista da ministra Estela Aranha. A data da retomada do julgamento ainda não está definida.

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