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Nunes Marques quer impedir que pesquisas virem ‘ringue’ na disputa eleitoral

Presidente do TSE se queixa da postura de políticos diante de decisões judiciais e defende neutralidade em levantamentos

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, quer evitar que pesquisas eleitorais se tornem um "ringue" na disputa política.
  • Nunes Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que mostrava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro.
  • O ministro critica a classe política por usar decisões de forma conveniente e defende que pesquisas sigam regras técnicas do TSE.
  • Ele afirma que no Brasil, ao contrário de outros países, as pesquisas eleitorais devem seguir legislação específica e serem registradas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para o ministro, institutos de pesquisa não podem fazer perguntas que direcionem respostas Luiz Roberto/TSE - 12.05.2026

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, tem comentado com interlocutores que a discussão sobre o formato das pesquisas eleitorais não é um debate sobre liberdade de expressão, mas sim sobre o cumprimento de regras técnicas da Corte.

Na segunda-feira (8), Nunes Marques determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


O objetivo final é um só: evitar que as sondagens virem um ringue na disputa eleitoral.

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Juízo de valor

A decisão cita uma entrevista do CEO da AtlasIntel na qual o executivo admitiu o viés político do conteúdo e emitiu juízos de valor, afirmando que o áudio vazado revelava “fatos extremamente graves”, capazes de comprometer a viabilidade de Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.


A publicação do levantamento ocorreu logo após a revelação de conversas gravadas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O ministro queixa-se de que a classe política tem usado as decisões de forma puramente oportuna: comemora quando convém e critica quando é contrariada.


Para Nunes Marques, os institutos de pesquisa não podem fazer perguntas abertamente indutoras — e usa como exemplo hipotético um questionário da direita que exibisse vídeos da prisão de Lula antes de perguntar a intenção de voto do eleitor.

Na visão do ministro, o rigor deve ser isonômico. Os institutos, segundo tem defendido o presidente da Corte, não têm liberdade para perguntar o que quiserem sobre o que quiserem em matéria eleitoral, uma vez que esses levantamentos são disciplinados por legislação e por resolução do TSE. Além disso, todos devem ser registrados na Justiça Eleitoral.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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