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TSE suspende julgamento sobre pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro

Análise foi adiada após um pedido de vista — ou seja, mais tempo para avaliar o caso — feito pela ministra Estela Aranha

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • TSE suspendeu julgamento sobre pesquisa do Instituto AtlasIntel que indicava queda de Flávio Bolsonaro.
  • A suspensão ocorreu após pedido de vista da ministra Estela Aranha para mais tempo de avaliação.
  • Decisão de Nunes Marques foi baseada em questionamentos sobre a neutralidade da metodologia da pesquisa.
  • AtlasIntel se comprometeu a não divulgar mais a pesquisa e fornecer informações sobre a metodologia ao TSE.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisa do Instituto AtlasIntel indicou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro Geraldo Magela/Agência Senado - 29.04.2026

O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu o julgamento que decidiria sobre manter ou derrubar decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação da pesquisa do Instituto AtlasIntel que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O julgamento foi suspenso após um pedido de vista — ou seja, mais tempo para avaliar o caso — feito pela ministra Estela Aranha.


A publicação da pesquisa de intenção de voto ocorreu logo após a revelação de conversas gravadas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

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A decisão de Nunes Marques atendeu a um pedido de liminar protocolado pela coordenação jurídica do PL (Partido Liberal).


A legenda contestou a metodologia aplicada pelo instituto, argumentando que o questionário feria o princípio da neutralidade ao induzir os entrevistados a uma percepção negativa sobre o pré-candidato antes de colher as intenções de voto.

Na decisão e no voto, o ministro Nunes Marques apontou que, em outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE, não havia perguntas semelhantes e nem o uso de peças audiovisuais como o verificado nesta.


A decisão cita uma entrevista do CEO da AtlasIntel, na qual o executivo admitiu o viés político do conteúdo e emitiu juízos de valor, afirmando que o áudio vazado revelava “fatos extremamente graves” capazes de comprometer a viabilidade de Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.

Embora a pesquisa já tivesse sido divulgada, o ministro entendeu que a manutenção de sua circulação digital gera efeitos de difícil reversão e pode induzir o eleitorado a erro.


O ministro determinou ainda que a AtlasIntel se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa em seus canais oficiais.

Na tarde de segunda-feira (8), a AtlasIntel divulgou comunicado afirmando que respeitará a determinação de Nunes Marques. A empresa declarou também que fornecerá à Corte as informações sobre a metodologia utilizada na pesquisa.

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