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Zema compara sistema tributário brasileiro a ‘manicômio’ durante agenda em SP

Candidato à Presidência encontrou lojistas e comerciantes da região central da capital nesta sexta-feira (21)

2026|Vinícius Rangel, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema critica o sistema tributário brasileiro, chamando-o de "manicômio tributário", durante encontro com comerciantes em São Paulo.
  • Zema destaca que a combinação de impostos elevados, juros altos e burocracia reduz a competitividade das empresas brasileiras.
  • O candidato defende a redução das despesas do governo e critica a complexidade da legislação trabalhista e os problemas de infraestrutura.
  • Zema propõe maior independência nas relações internacionais e busca a entrada do Brasil na OCDE.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Romeu Zema participou de encontro com lojistas na Rua 25 de Março Divulgação Campanha - Romeu Zema

O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, classificou o sistema tributário brasileiro como um “manicômio tributário” durante uma agenda com comerciantes e lojistas na região da 25 de Março, em São Paulo, nesta sexta-feira (21).

Para o presidenciável, a combinação de impostos, juros elevados, dificuldades logísticas e excesso de regulamentações reduz a competitividade das empresas brasileiras e encarece os produtos para o consumidor.


“Por isso que o Brasil tem perdido competitividade ao longo das últimas décadas. E esse processo continua.”, disse.

A crítica ocorre mesmo depois da aprovação, pelo Congresso Nacional, da reforma tributária sobre o consumo, que prevê a substituição gradual de tributos atuais por um novo modelo baseado no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e no Imposto Seletivo. A implementação do novo sistema será gradual, com transição prevista para os próximos anos.


Na avaliação de Zema, porém, a mudança precisa ir além da alteração na cobrança dos impostos. O candidato afirma que o ambiente de negócios brasileiro continua oneroso para quem produz e vende.

Durante a passagem pela 25 de Março, maior centro de comércio popular da América Latina, o candidato do Novo afirmou que o comércio sofre também com o custo do crédito. Segundo ele, um lojista que precisa financiar o estoque enfrenta taxas muito superiores às praticadas em outros países.


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“Manter um estoque hoje no Brasil custa 20% ao ano. Em outros países, quem vai manter um estoque se financia pagando 6% ao ano”, afirmou.

O ex-governador de Minas Gerais relacionou os juros elevados aos gastos públicos e defendeu uma redução das despesas do governo como caminho para diminuir o custo do dinheiro.


Além da questão tributária e financeira, Zema citou problemas de infraestrutura e segurança como fatores que pesam sobre os preços. Ele também criticou a complexidade da legislação trabalhista e defendeu mudanças nas regras de contratação.

‘Bota de chumbo’

Ao falar sobre suas propostas para o setor produtivo, Zema utilizou uma metáfora para descrever o que considera o excesso de custos e burocracia enfrentado pelos empresários brasileiros: “Eu quero reduzir o peso da bota de chumbo que todo empreendedor brasileiro calça diariamente na hora que sai de casa. Dois quilos em cada pé”, brincou.

Na sequência, o candidato comparou o ambiente de negócios brasileiro ao de outros países e afirmou que as empresas nacionais têm dificuldade para competir em razão da carga tributária, dos juros e da burocracia.

“Como que esse país aqui vai dar certo, vai ter produto competitivo com esse Estado gigante, com essa complexidade de regulamentação, com uma carga tributária que é a maior da América Latina?”

Zema ainda criticou a perda de participação da indústria na economia brasileira e afirmou que o país passa por um processo de desindustrialização. “O Brasil é um país que está passando por um processo de desindustrialização; onde estão os melhores empregos?”, questionou.

Comércio exterior

A agenda na 25 de Março também foi usada para discutir a presença de produtos importados, principalmente chineses, no comércio popular. Questionado sobre sua proposta de retirar o Brasil dos Brics, Zema afirmou que a medida não significaria romper relações comerciais com a China “Eu quero que o Brasil melhore as relações dele com a China, com a Índia, com todos os países do mundo. Você ter bom relacionamento comercial não significa que você precisa pertencer ao mesmo grupo.”

O candidato defendeu que o país adote uma posição de maior independência nas relações internacionais e afirmou que pretende buscar a entrada do Brasil na Ocde (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A passagem pela 25 de Março faz parte da estratégia de Zema de levar a campanha para locais de grande circulação popular e ouvir demandas de comerciantes e consumidores. O candidato tem usado esses encontros para apresentar propostas relacionadas a impostos, juros, legislação trabalhista, segurança e ambiente de negócios.

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