Abbas rejeita plano americano de presença militar israelense na Cisjordânia
Plano dos EUA prevê a presença do Exército israelense nas fronteiras do futuro Estado palestino
Internacional|Do R7


O presidente palestino, Mahmud Abbas, rejeitou a proposta do secretário de Estado americano, John Kerry, que prevê a manutenção da presença militar israelense em um Estado palestino ao longo da fronteira com a Jordânia, informou uma fonte palestina.
Em uma reunião na quinta-feira (12) à noite em Ramallah, sede da Autoridade Nacional Palestina, na Cisjordânia, "o presidente Abbas rejeitou as ideias expostas pelo secretário de Estado Kerry devido à presença do Exército israelense", disse a fonte.
"Abbas entregou uma carta expondo a posição palestina e fixando linhas vermelhas", completou a fonte, que citou sobretudo "a recusa de reconhecer Israel como um Estado judaico".
— [O presidente palestino disse que] rejeita as ideias sobre a segurança porque não figura uma terceira parte e aceita a carta de James Jones [ex-conselheiro de Segurança Nacional americano] que prevê a mobilização de uma terceira parte na fronteira leste da Palestina, com a Jordânia.
Abbas insistiu na "necessidade de solucionar todos os temas" do conflito, segundo a mesma fonte.
A imprensa árabe, assim como a israelense, afirma que o plano do governo americano prevê a manutenção de uma presença militar israelense nas fronteiras de um futuro Estado palestino, inclusive depois de um acordo de paz.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exige que um Estado palestino seja desmilitarizado e que Israel possa manter, a longo prazo, tropas no vale do Jordão, na fronteira com a Jordânia.
Os palestinos rejeitam qualquer presença militar israelense em seu território depois de um acordo de paz, mas aceitam uma força internacional, o que tem a oposição de Israel.
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