Príncipe Harry e outras personalidades perdem ação judicial contra jornal britânico
Celebridades alegavam que matérias do jornal continham informações obtidas ilegalmente, mas não conseguiram provar
Internacional|Da Reuters
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O príncipe Harry, filho mais novo do rei Charles, e outras figuras britânicas de destaque perderam, nesta terça-feira (7), os processos judiciais por violação de privacidade movidos contra a editora do jornal Daily Mail, contra a qual haviam alegado comportamentos ilegais generalizados.
Harry, que estava no Reino Unido quando a Alta Corte de Londres proferiu sua decisão, já moveu vários processos contra a imprensa britânica e critica o suposto abuso de poder por parte dela.
O príncipe, de 41 anos, que há muito tempo culpa a imprensa pelo acidente de carro ocorrido em Paris em 1997, no qual sua mãe, a princesa Diana, perdeu a vida, considerava a ação judicial contra a editora do Daily Mail como seu “dever público”.
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Ele conteve as lágrimas no banco das testemunhas em janeiro ao afirmar que o Daily Mail havia transformado a vida de sua esposa, Meghan, em “um verdadeiro calvário”.
Ele já havia vencido a editora do tabloide Daily Mirror e chegado a um acordo com a divisão britânica de jornais de Rupert Murdoch, mas a decisão desta terça-feira representa uma derrota significativa em suas batalhas contra a mídia.
Ele e os outros autores da ação, incluindo Elton John, alegavam que dezenas de matérias sobre eles, publicadas pela Associated Newspapers no Daily Mail e no Mail on Sunday, da década de 1990 até 2011, foram baseadas em informações obtidas ilegalmente.
A Associated, no entanto, disse que as alegações eram calúnias, e as ações contra ela foram integralmente negadas na terça-feira, no que a editora chamou de “uma vitória esmagadora para o Daily Mail e seus jornalistas”.
O juiz Matthew Nicklin afirmou, em um resumo de sua decisão, que os demandantes precisavam provar que as informações publicadas sobre eles haviam sido obtidas ilegalmente, mas que a suspeita por si só não era suficiente.
“O tribunal rejeitou o argumento de que, simplesmente porque as informações eram privadas e porque a Associated não conseguiu explicar de forma conclusiva como elas haviam sido obtidas, o artigo em questão deveria ter sido obtido de forma ilegal”, dizia o resumo.
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