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Após massacre, Canadá proíbe venda de armas semiautomáticas

Governo canadense anuncia proibição menos de duas semana após um homem matar 22 pessoas usando rifles e pistolas automáticas no leste do país

Internacional|Fábio Fleury, do R7

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Primeiro-ministro Trudeau (c) baniu a venda de armas semiautomáticas no Canadá
Primeiro-ministro Trudeau (c) baniu a venda de armas semiautomáticas no Canadá

Há menos de duas semanas, o Canadá viveu o pior massacre a tiros de sua história moderna. Nesta sexta-feira (1º), o primeiro-ministro Justin Trudeau anunciou sua primeira medida para que isso não se repita: a venda de 1.500 modelos de armas semiautomáticas está proibida em todo o país.

No ataque, que durou da noite de 18 de abril até o fim da manhã do dia 19, um homem de 51 anos matou 22 pessoas — 13 delas a tiros e 9 em incêndios que ele provocou — na província de Nova Escócia, antes de morrer em uma troca de tiros com policiais.


Leia também: Massacre no Canadá começou como caso de violência doméstica

Segundo um comunicado da Polícia Montada canadense, durante o ataque o homem usou pistolas automáticas e pelo menos dois fuzis semiautomáticos tipo AR-15. Ele conseguiu despistar investigadores durante horas porque usava um uniforme da polícia e um carro pintado como viatura policial.


De acordo com os investigadores, o atirador de Nova Escócia não tinha porte de armas, e teria comprado um dos rifles ilegalmente no país e os demais do outro lado da fronteira, nos EUA.

Decisão do governo

Em um pronunciamento nesta sexta, Trudeau disse que "pensamentos e orações", resposta tipicamente dada por autoridades após tiroteios em massa nos EUA, não eram mais suficientes e que precisava de uma ação mais concreta.


"Ninguém usa um fuzil para caçar. Essas armas foram projetadas para um propósito e apenas um, que é matar o maior número possível de pessoas no menor intervalo de tempo. Não temos utilidade e não há lugar para armas como essas no Canadá", declarou o premiê.

Segundo ele, "com efeito imediato, não é mais permitido comprar, vender, transportar, importar ou usar armas semiautomáticas de nível militar neste país".

O governo dará um prazo de dois anos para que as armas saiam de circulação. Segundo Trudeau, haverá uma indenização, mas os proprietários dos armamentos também poderão vender para o exterior, desde que tenham uma licença de exportação.

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