Após renúncia de Monti, presidente da Itália dissolve Parlamento
Os italianos, agora, aguardam a convocações de novas eleições, as quais devem ser antecipadas para 24 de fevereiro
Internacional|Ansa
O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, assinou neste sábado (22) um decreto para dissolver o Parlamento, um dia após o premier Mario Monti apresentar oficialmente sua renúncia ao cargo.
"Acabei de assinar o decreto de dissolução do Parlamento, conclusão prevista e já marcada pelos fatos", disse Napolitano ao fim de uma reunião na sede do governo.
"O percurso foi vividamente pré-fixado e eu não tinha chances de esclarecer nada", ressaltou o presidente.
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Napolitano também negou que pretenda fazer um pronunciamento à nação, conforme publicado pela imprensa local.
"Vi que alguns jornais falaram de uma mensagem minha à nação, mas isso ocorrerá na noite do dia 31 de dezembro, quando abordarei o que aconteceu e o que será do país", disse.
Os italianos, agora, aguardam a convocações de novas eleições, as quais devem ser antecipadas para 24 de fevereiro.
Mario Monti renunciou ontem ao cargo, instantes depois do Parlamento aprovar a lei orçamentária para 2013.
O premier já havia anunciado sua decisão no início do mês dezembro, em nota oficial divulgada pelo governo italiano.
Monti tomou a decisão afirmando que perdeu apoio político, principalmente do partido Povo da Liberdade (PDL), legenda do ex-premier Silvio Berlusconi.
Os principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro são o secretário do Partido Democrático (PD), Pier Luigi Bersani, e Silvio Berlusconi (PDL), que renunciou ao governo italiano em novembro de 2011.
Berlusconi abandonou o cargo em meio a uma crise econômica e financeira que fez a dívida pública da Itália chegar a 120% do PIB (Produto Interno Bruto). Essa é a sexta (21) candidatura dele, que já foi premier em quatro ocasiões. Monti, por sua vez, ainda não se pronunciou sobre seu futuro.











