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Após retorno de primeiro ministro, Turquia vive relativa calma

Policiais utilizaram blindado, jatos de água e gás lacrimogênio para dispersar manifestantes

Internacional|Do R7

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O primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan acena para simpatizantes depois de chegar ao aeroporto de Istambul. Erdogan disse que as acusações de uso excessivo de violência por parte da polícia durante os protestos no país estão sendo investigadas
O primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan acena para simpatizantes depois de chegar ao aeroporto de Istambul. Erdogan disse que as acusações de uso excessivo de violência por parte da polícia durante os protestos no país estão sendo investigadas OSMAN ORSAL/REUTERS

A noite transcorreu em calma em Ancara, enquanto as forças da ordem dispersaram uma centena de manifestantes que tentavam levantar uma barricada em um bairro humilde de Istambul, informou nesta sexta-feira (7) o canal de televisão NTV, que acrescentou que um dos manifestantes foi levado ao hospital após sofrer o impacto de uma bomba de efeito moral.

As forças da ordem dispersaram com um blindado, jatos de água e gás lacrimogênio uma centena de manifestantes que pretendia levantar uma barricada para cortar o trânsito de uma movimentada avenida em Sultangazi, um carente bairro situado na periferia europeia de Istambul.


Já na capital Ancara, pela primeira vez, incidentes e confrontos não foram registrados, tendo em vista que a noite foi marcada por reuniões e bailes pacíficos de manifestantes, assinalou a fonte. Toda a imprensa turca dedica suas capas de hoje às declarações de Erdogan perante a multidão que o esperava durante sua chegada ontem à noite ao aeroporto de Istambul, após uma viagem pelo Magrebe iniciada na segunda-feira (3).

"Enviou mensagens moderadas", "Daria minha vida para cumprir as exigências democráticas", "Vim ganhar corações", eram alguns dos títulos estampados nos jornais de hoje que apoiam o governo do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de Erdogan.


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"Voltou com seu enfado", "Não está dando marcha ré", "Erdogan está destruindo Turquia", "A decidir: é ele democrata ou sultão?", relatavam, por outra parte, os da imprensa crítica em direção ao governo, que inclui alguns dos diários de mais influência e tiragem.

A Bolsa de Istambul reagiu com desconfiança ao discurso do primeiro-ministro e abriu em baixa, com uma queda de 1,3%. Erdogan retornou uma semana depois do começo dos confrontos violentos iniciados contra um plano de remodelação do parque Gezi de Istambul, que derivaram em protestos contra o governo e se estenderam por todo o país ao longo dos dias.


Os milhares de seguidores que receberam o primeiro-ministro no aeroporto entoaram slogans contrários aos protestos que o jornal local Milliyet classificou de "perigosos". Ao chegar, Erdogan pediu aos manifestantes "terminar imediatamente suas ações", frente a qual seus defensores responderam com palavras de ordem.

O primeiro-ministro afirmou que será averiguado se houve um uso excessivo da força.

— Pedem a retirada da polícia. Este não é um lugar onde podes fazer de tudo o que se quer. A polícia está fazendo seu dever contra quem a ataca.

Antes de voltar a seu país, o chefe do governo turco disse na Tunísia que seu governo não ia retroceder em seu plano de remodelação do parque Gezi e que entre os manifestantes havia "terroristas".

Durante as manifestações desta semana, dois manifestantes morreram e outro se encontra em estado de morte cerebral.

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