Logo R7.com
RecordPlus

Após ser alvo de bombardeios, Irã anuncia ataque contra bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein

Guarda Revolucionária afirmou que ofensiva é parte de uma “primeira fase” do que chamou de “resposta punitiva”

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizou ataques contra bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein como resposta a ofensivas americanas.
  • Os ataques iranianos foram descritos como uma "primeira fase" de uma "resposta punitiva" contra os EUA, que violaram um acordo provisório de paz.
  • O Comando Central dos EUA informou ter atingido 90 alvos militares no Irã, visando reduzir a capacidade iraniana de atacar navios no estreito de Ormuz.
  • O Irã ameaçou expandir suas respostas a outras bases americanas na região, caso os EUA continuem com ataques.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fumaça sobe do que a mídia iraniana noticiou como um ataque a uma torre de controle de tráfego marítimo em Chabahar
Fumaça sobe do que a mídia iraniana noticiou como um ataque a uma torre de controle de tráfego Reuters - 09.07.2026

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter realizado ataques contra bases dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, uma hora após a ofensiva americana contra várias partes do país.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (9), a Guarda Revolucionária afirmou que a ofensiva é parte de uma “primeira fase” do que chamou de “resposta punitiva contra os violadores do acordo [provisório de paz]”.


“Os Estados Unidos, quebrando alianças e violando todos os seus compromissos, atacaram mais uma vez diversas partes das províncias costeiras do sul do Irã”, diz o comunicado. “Os guerreiros do Islã não deixarão impunes as violações do exército americano assassino de crianças.”

Veja Também

A Guarda Revolucionária ainda prometeu expandir as “respostas esmagadoras” para “outras bases americanas na região” caso os Estados Unidos voltem a atacar o país.


EUA atacam 90 alvos no Irã

O Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) informou nesta quinta-feira ter concluído a nova ofensiva contra o Irã, iniciada na quarta-feira (8). A operação militar teve como objetivo declarado reduzir a capacidade iraniana de atacar navios no estreito de Ormuz.

Em comunicado, as forças americanas disseram que aproximadamente 90 alvos militares foram atingidos, incluindo sistemas de defesa aérea, recursos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura logística militar na costa do Irã.


“As forças dos EUA permanecem vigilantes, letais e preparadas para executar operações determinadas pelo comandante-em-chefe”, afirmou o Centcom. Em uma ofensiva na véspera, as forças americanas já haviam atingido 80 alvos militares no Irã.

Ameaça de Trump

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã, após afirmar que o acordo inicial de cessar-fogo com a República Islâmica havia “acabado”, embora não tenha deixado claro se Washington retornaria a uma guerra total com o Irã.


Em comentários à margem da cúpula da Otan em Ancara, Trump criticou duramente as autoridades iranianas pelo que descreveu como descumprimento dos acordos negociados.

Ele reiterou seu objetivo de guerra de que Teerã jamais poderá ter uma arma nuclear, mas sugeriu que esse objetivo talvez precise ser alcançado sem um acordo.

Escalada de hostilidades

Em uma escalada das hostilidades que elevou acentuadamente os preços do petróleo, o Irã afirmou ter atacado instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait, após as forças dos EUA atacarem alvos iranianos em resposta a ataques contra petroleiros no estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait nesta quarta-feira, depois que os EUA lançaram uma onda de ataques militares contra o Irã em resposta aos ataques a petroleiros no estreito de Ormuz.

Em mais um golpe contra o frágil acordo de cessar-fogo, a Guarda Revolucionária Islâmica informou ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra importantes instalações militares dos EUA em Bandar Salman, no Quinto Distrito Naval do Barein, e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait, além de ter abatido um drone MQ-9 dos EUA que tentava interferir na operação.

Sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Kuwait, e o exército kuwaitiano informou que as defesas aéreas estavam enfrentando ataques “hostis” com mísseis e drones.

Não houve comentário imediato das Forças Armadas dos EUA sobre os ataques.

Anteriormente, os EUA lançaram novos ataques militares e revogaram uma licença que permitia ao Irã vender petróleo, em resposta aos ataques a três petroleiros no estreito.

O Comando Central dos EUA informou que mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica estavam entre os alvos atingidos durante a operação, que tinha como objetivo impor um custo elevado ao Irã pelos ataques à navegação, em violação ao cessar-fogo.

“A agressão injustificada pelas forças iranianas é uma violação clara e perigosa do cessar-fogo e prejudica a liberdade de navegação”, afirmou o CENTCOM em comunicado.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse a repórteres antes de uma cúpula de líderes da Otan em Ancara que os novos ataques dos EUA ao Irã foram “absolutamente necessários”.

“Quando há um cessar-fogo e o Irã está basicamente violando-o, acho que é absolutamente crucial que os EUA reajam com firmeza”, disse Rutte.

Irã condena ataques

O alto comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, condenou os ataques dos EUA como um “ato flagrante de agressão”, ameaçou com uma “resposta esmagadora” e advertiu que Teerã não permitiria a interferência dos EUA na gestão do estreito.

Um importante negociador iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo. Ele citou não apenas os últimos ataques militares dos EUA, mas também as novas sanções ao petróleo, as violações das “medidas de ajuste” iranianas no estreito de Ormuz e os ataques israelenses contra o Líbano.

“A era da intimidação e da extorsão acabou”, disse Qalibaf em uma postagem no X. “Não vamos ceder.”

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a medida como uma violação do acordo preliminar para pôr fim à guerra e afirmou que Washington arcaria com a responsabilidade pelas consequências.

Embora Teerã tenha negado responsabilidade pelos últimos ataques a navios no estreito, o Catar culpou o Irã pelos ataques às embarcações, incluindo o enorme navio-tanque de gás natural liquefeito catariano, o Al Rekayyat, que relatou ter sido atingido por um drone, o que causou um incêndio em sua sala de máquinas. A tripulação estava em segurança e estava sendo evacuada.

Um petroleiro de bandeira saudita, que se acredita ser o superpetroleiro Wedyan, também foi danificado ao largo de Omã, segundo fontes de segurança marítima. A causa não ficou clara imediatamente.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as acusações do Catar eram desconcertantes e que Teerã estava cumprindo diligentemente seus compromissos. Mesmo assim, afirmou que as embarcações comerciais corriam riscos ao utilizar rotas não coordenadas com o Irã.

Uma segunda autoridade norte-americana, falando sob condição de anonimato, disse que as indicações iniciais apontavam para que o Irã tivesse disparado contra três navios comerciais.

Os governantes clericais do Irã pretendem estabelecer um sistema permanente de cobrança de taxas, o que representaria uma enorme mudança no equilíbrio de poder em uma região onde Washington há muito atua como garante da segurança.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.