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Argentina ampliará registro nacional genético de estupradores

Acordo permitirá que a cidade comunique autoridades e ajude a identificar pessoas condenadas por crimes sexuais que não estão presas

Internacional|Da EFE

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Argentina vai aumentar registro de estupradores
Argentina vai aumentar registro de estupradores

O governo da Argentina assinou nesta quinta-feira (4) um convênio com a prefeitura de Buenos Aires para localizar os criminosos cujo perfil deva ser incluído no Registro Nacional de Dados Genéticos Vinculados a Crimes contra a Integridade Sexual (RNDG).

O trabalho do RNDG é reunir e cruzar os perfis de DNA de estupradores condenados, além de colaborar com a Justiça para esclarecer crimes deste tipo.

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O acordo assinado hoje entre o ministro de Justiça, Germán Garavano, e o vice-prefeito de Buenos Aires, Diego Santilli, permitirá que a cidade comunique imediatamente ao RNDG se o Sistema de Reconhecimento Facial de Foragidos, que funciona na capital desde abril, identificar pessoas condenadas por crimes sexuais que não estão presas.

"O desafio do Estado é tentar combater a impunidade para que os crimes cometidos possam ser julgados, e os responsáveis, identificados", disse Garavano.

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A assinatura do convênio contou com a participação de vários representantes da sociedade civil, entre eles integrantes da associação "Madres del Dolor", formada por mulheres que perderam filhos de forma violenta.

Já Santilli afirmou que o objetivo é cadastrar no banco genético todos os presos por crimes sexuais para que eles sejam "bem registrados".

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As autoridades também anunciaram no ato um software batizado como "Busca Legista", que fará parte do Sistema Integral de Vigilância por Vídeo de Buenos Aires. O objetivo do programa é colaborar com as investigações que requeiram análises das imagens registradas pelas 7.329 câmeras instaladas na capital da Argentina.

O sistema consegue fazer buscas específicas nas imagens, como de veículos, locais, pessoas e até objetivos.

Só no ano passado, o Centro de Monitoração Urbano de Buenos Aires recebeu 39.757 requerimentos da Justiça para fornecer imagens que ajudassem nas investigações.

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