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Argentina: testemunha do caso Maldonado some após mudar relato

Indivíduo confessou ter mentido em primeiro depoimento

Internacional|Do R7, com agências

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Sumiço de Santiago Maldonado inflamou os ânimos na Argentina; corpo de artesão foi encontrado na última terça-feira (17)
Sumiço de Santiago Maldonado inflamou os ânimos na Argentina; corpo de artesão foi encontrado na última terça-feira (17)

A Justiça Federal de Esquel, na província de Chubut, na Argentina, busca pelo paradeiro de um indivíduo identificado como "testemunha E", cujo depoimento é considerado fundamental para o andamento das investigações do caso Santiago Maldonado — artesão de 28 anos que desapareceu em 1º de agosto durante uma manifestação indígena e teve seu corpo encontrado em um rio na última terça-feira (17).

Desde a última quinta-feira (19), a testemunha não é encontrada em seu endereço e não atende a telefonemas das autoridades. As informações são do jornal Clarín. 


Há alguns dias, "testemunha E" — que também esteve no protesto em que Maldonado desapareceu — confessou ter mentido para os oficiais da Justiça em seu primeiro depoimento. O indivíduo confirmara que, no dia da manifestação, viu o artesão sendo vítima de violência por parte dos argentes da Gendarmería, principal Força de Segurança argentina. Na nova versão, diz que avistou Maldonado perder-se em meio às águas do rio Chubut sozinho.

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O sumiço de Santiago Maldonado inflamou os ânimos na Argentina nos últimos meses. Milhares foram às ruas exigindo respostas e investigações isentas das autoridades a respeito do episódio (veja cronologia abaixo).


O jornal Clarín informa ter descoberto que "testemunha E", de idade entre 17 e 18 anos, está com medo de represálias por parte da comunidade indígena e escondido em uma casa em uma área montanhosa na região de Esquel. Seu primeiro relato foi usado como base argumentativa da família Maldonado e de diversas organizações de direitos humanos para classificar o caso como desaparecimento forçado — que ocorre quando uma pessoa é secretamente presa ou sequestrada por uma organização política ou estatal.

Atualmente, "testemunha E" é considerada uma das cinco testemunhas-chave no caso Maldonado, daí sua identificação com a quinta letra do alfabeto. O depoimento do indivíduo faz parte de um relato de 81 páginas enviado por uma série de juristas para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. As autoridades argentinas o procuram para poder recompensá-lo pelas informações que ajudaram nas buscas pelo corpo de Maldonado — o valor inicialmente oferecido pelo governo era de 2 milhões de pesos chilenos (aproximadamente R$ 10.000,00).

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