Biden será informado sobre estratégia contra Hamas durante viagem a Israel
Presidente dos EUA também quer saber como ajuda humanitária chegará a Gaza sem ser capturada pelos terroristas
Internacional|Do R7

O bombardeio a um hospital na Faixa de Gaza nesta terça-feira (17) que resultou na morte de cerca de 300 palestinos mudou todos os planos feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para a sua missão diplomática no Oriente Médio.
Biden desembarcou por volta das 5h em Tel Aviv (horário de Brasília). Antes, ele deveria parar na Jordânia para ouvir lideranças do mundo árabe. O encontro foi cancelado após o ataque ao hospital, e agora a agenda do mandatário americano será voltada quase que totalmente a ouvir os planos de Israel para a guerra contra o Hamas.
De acordo com Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, Biden vai se encontrar com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ocasião em que deve reafirmar a solidariedade dos Estados Unidos e o compromisso inabalável com a segurança de Israel.
“O presidente ouvirá de Israel o que é necessário para defender seu povo”, disse o secretário, que é responsável pelas relações internacionais americanas. Biden e Netanyahu deverão fazer um pronunciamento conjunto.
Mas Biden também quer ouvir de oficiais graduados das IDF, as Forças de Segurança Israelenses, quais medidas serão tomadas para garantir a libertação dos reféns capturados pelo Hamas em 7 de outubro, quando o grupo terrorista lançou o maior ataque contra o território israelense dos últimos 50 anos.
“O presidente Biden [também] receberá um informe abrangente sobre os objetivos e a estratégia de guerra de Israel”, disse Blinken. “[Ele] quer saber como Israel conduzirá suas operações de forma a minimizar as baixas civis e permitir que a ajuda humanitária chegue a Gaza de forma que não beneficie o Hamas”, acrescentou o secretário de Estado.
Apesar da mudança nos planos, a Casa Branca não deu mais informações sobre o novo itinerário do presidente norte-americano na região.
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Hospital bombardeado
O ataque contra o Hospital Ahli Arab, no qual 300 palestinos morreram e outros 200 ficaram feridos, foi o mais mortal até agora contra a Faixa de Gaza desde o início dos conflitos.
De acordo com as IDF (Forças de Defesa Israelenses), o ataque partiu do grupo Jihad Islâmica Palestina, que teria disparado uma barragem de foguetes contra Israel — um dos projéteis, no entanto, teria falhado e atingido o hospital. "Uma análise indica foguetes passando nas proximidades do Hospital Al Ahli Arab em Gaza no momento em que foi atingido", disse um porta-voz israelense.
No sul de Gaza, os ataques contínuos desta terça-feira (17) mataram dezenas de civis e pelo menos uma figura importante do Hamas. Por causa dos ataques, porém, a passagem de Rafah segue fechada. Autoridades dos EUA trabalham para convencer Israel a permitir a entrega de suprimentos a civis, grupos de ajuda humanitária e hospitais, após dias de esperanças frustradas de uma abertura no cerco.
A fronteira fechada também é um problema para os brasileiros que aguardam a abertura da fronteira do Egito com a Faixa de Gaza e receberam água e comida enviada pelo governo do Brasil nesta terça-feira. O grupo de 16 pessoas está em uma casa alugada pelo Itamaraty em Khan Younis, cidade ao sul do território palestino.
Ontem também foi encontrada morta a israelense Celeste Fishbein, de 18 anos, filha de uma brasileira que vivia no país. A jovem foi assassinada pelos terroristas do Hamas, e seu corpo foi encontrado pelas autoridades de Israel nesta terça-feira.
Bombardeio em hospital deixa centenas de mortos e cenas de horror em Gaza
10º dia — Um bombardeio supostamente de autoria israelense a um hospital em Gaza deixou centenas de mortos e feridos e causou uma guerra de narrativas: segundo Israel, o ataque ao hospital foi realizado por engano pela Jihad Islâmica, grupo terrorista ...
10º dia — Um bombardeio supostamente de autoria israelense a um hospital em Gaza deixou centenas de mortos e feridos e causou uma guerra de narrativas: segundo Israel, o ataque ao hospital foi realizado por engano pela Jihad Islâmica, grupo terrorista palestino. A Jihad negou as acusações










!["Há muitos bombardeios [israelenses], muitos lançamentos de foguetes malsucedidos [por milícias palestinas] e muitos boatos espalhados pelo Hamas", comentou Hagari](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/QZFLLV6PCFPHTN2RK64OPVMVR4.jpg?auth=f07b237748a2800c49e22e09ceadc51a9f40a235ba8f25681ce5be33d514ace8&width=1500&height=807)












