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Cientistas descobrem bactéria que conduz eletricidade como um fio

Micro-organismo pode abrir caminho para tecnologias mais sustentáveis e revolucionar o uso de energia no futuro

Internacional|Do R7

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Descoberta pode representar um avanço promissor para aplicações em bioenergia e tecnologias sustentáveis Reprodução/oregonstate.edu

Pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, descobriram uma nova espécie de bactéria com uma habilidade impressionante: ela é capaz de conduzir eletricidade como se fosse um fio. O micro-organismo, que vive no solo e pertence à família das Geobacter, pode representar um avanço promissor para aplicações em bioenergia e tecnologias sustentáveis.

O estudo foi publicado nesta semana e deu à bactéria o nome de Geobacter timberlakei, em homenagem à tribo nativa americana Yurok, tradicional da região onde o micro-organismo foi identificado.

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A bactéria foi encontrada em sedimentos do solo da região de Timberlake Wetland, no Oregon, e chamou atenção por sua capacidade de transferir elétrons para fora do próprio corpo — algo semelhante ao funcionamento de um fio elétrico. Segundo os cientistas, essa habilidade permite que ela interaja com metais ou outros elementos do ambiente de forma bioeletroquímica.

“Esses micro-organismos vivem em ambientes pobres em oxigênio, como sedimentos aquáticos, e usam metais como forma de respiração. Eles basicamente ‘respiram’ óxidos de ferro do mesmo jeito que nós respiramos oxigênio”, explicou Frank Reardon, um dos autores do estudo.

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Os Geobacter já eram conhecidos da ciência por sua habilidade de gerar pequenas correntes elétricas, mas a nova espécie surpreendeu por sua eficiência. Os pesquisadores acreditam que ela pode ser usada no futuro em baterias biológicas, sensores ambientais e até no tratamento de resíduos tóxicos.

Homenagem à tribo indígena

Outro destaque do estudo foi o nome dado à nova bactéria. Em sinal de respeito à terra onde a descoberta foi feita, os cientistas batizaram o micro-organismo de timberlakei, uma homenagem ao povo Yurok — tribo indígena do noroeste da Califórnia e do sul do Oregon. A equipe ressaltou que a escolha foi feita em parceria com representantes locais e carrega um simbolismo de conexão entre ciência e cultura.

A pesquisa ainda está em estágio inicial, mas já levanta entusiasmo na comunidade científica por seu potencial disruptivo. A expectativa é que, com mais testes, a Geobacter timberlakei ajude a inspirar novas formas de gerar e utilizar energia de forma limpa e eficiente.

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