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Coreia do Norte acusa Japão de ampliar poderio para guerra e alerta para ‘desastre’

Declarações ocorrem em meio ao aumento da cooperação militar entre Tóquio, Estados Unidos, Coreia do Sul e Austrália

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coreia do Norte acusou o Japão de abandonar sua postura pacifista e aumentar sua capacidade militar através de exercícios conjuntos com os EUA e aliados.
  • Os exercícios militares Orient Shield e Freedom Edge, envolvendo Japão, EUA, Coreia do Sul e Austrália, são vistos como ameaças pela Coreia do Norte.
  • Pyongyang critica o Japão por desenvolver armas de longo alcance e integrar novas tecnologias militares, alegando uma retomada do militarismo japonês.
  • A Coreia do Norte alerta que o fortalecimento militar japonês pode levar a um 'desastre terrível', exigindo uma resposta de dissuasão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Coreia do Norte criticou exercício Orient Shield Reprodução/KCNA

A Coreia do Norte elevou o tom contra o Japão nesta terça-feira (8) ao acusar Tóquio de abandonar gradualmente sua postura historicamente pacifista e ampliar sua capacidade militar.

Segundo Pyongyang, a participação japonesa em exercícios conjuntos com Estados Unidos e outros aliados faz parte de uma estratégia para desenvolver meios de ataque que poderiam ser usados contra o regime de Kim Jong-un e outros países da região.

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A acusação foi publicada pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), em um artigo assinado por Kang Won-chol, analista norte-coreano de assuntos de segurança internacional. No texto, ele afirmou que as recentes iniciativas militares japonesas representam uma ameaça à estabilidade no Nordeste Asiático.

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O principal alvo das críticas foi o exercício Orient Shield, realizado por forças japonesas, americanas e australianas. A atividade começou nesta terça-feira e ocorre paralelamente ao Freedom Edge, exercício militar que reúne Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul e teve início na segunda-feira (7).

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De acordo com a KCNA, cerca de 3.700 militares dos três países participarão do Orient Shield em Hokkaido e áreas próximas. As atividades incluem exercícios com munição real e operações envolvendo sistemas de mísseis.

Entre os equipamentos citados por Pyongyang está o Typhon, sistema americano instalado no Japão. A plataforma pode lançar mísseis Tomahawk e SM-6, usados contra alvos terrestres e navais. Para a Coreia do Norte, a presença do armamento nos exercícios demonstra que Tóquio está ampliando sua capacidade ofensiva.

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“O Japão, que nos últimos anos tem se concentrado no desenvolvimento de meios de ataque de longo alcance, investindo enormes quantias em despesas militares, recorre com mais frequência do que nunca a exercícios militares conjuntos bilaterais e multilaterais com os EUA e suas forças aliadas”, escreveu Kang.

Ainda segundo o analista, a combinação entre o aumento dos gastos militares japoneses, o desenvolvimento de armas de longo alcance e a realização de treinamentos conjuntos indicaria uma mudança na estratégia de defesa do país.

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O texto da KCNA também menciona iniciativas recentes das Forças de Autodefesa japonesas, como o desenvolvimento de novos sistemas de armas, o aumento nos gastos de defesa, e a incorporação de tecnologias de inteligência artificial às estruturas militares. Pyongyang afirma que essas medidas representam uma retomada do militarismo japonês.

A Coreia do Norte também criticou o lançamento de mísseis Tomahawk realizado pelo Japão no fim de julho. Para o regime de Kim Jong-un, a aquisição de armamentos capazes de atingir alvos a longas distâncias também demonstra que o país está deixando para trás a postura adotada pelo país após a Segunda Guerra Mundial.

Kang ainda classificou as ações japonesas como parte de uma tentativa de transformar o arquipélago em uma plataforma militar dos Estados Unidos.

A declaração termina com uma advertência. Para o governo norte-coreano, o fortalecimento militar japonês exigiria uma resposta baseada no aumento da capacidade de dissuasão de seus adversários.

“Todos os fatos comprovam, mais uma vez, que a única solução para controlar os descendentes do militarismo [...] é ter uma dissuasão bélica avassaladora e sem paralelo”, afirmou Kang, acrescentando que a tentativa de transformar o arquipélago em um “porta-aviões inafundável” trarão “um desastre terrível.”

As declarações ocorrem em meio ao aumento da cooperação militar entre Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Austrália, que têm ampliado exercícios conjuntos diante das ameaças representadas pelos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e pela crescente tensão no Leste Asiático.

Ao mesmo tempo, um relatório do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul aponta que uma cúpula entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos parece “possível a qualquer momento”, e de que há indícios de diálogo entre Washington e Pyongyang.

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