Logo R7.com
RecordPlus

É hora de matar o coronavírus, não a democracia, diz UE à Hungria

Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, mostra preocupação com poderes ilimitados obtidos pelo primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Países da União Europeia criticaram poderes obtidos por Viktor Orbán na Hungria
Países da União Europeia criticaram poderes obtidos por Viktor Orbán na Hungria

A Comissão Europeia disse nesta quinta-feira (2) ao primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que os poderes emergenciais que ele recebeu para combater o surto de coronavírus criam o risco de minar a democracia e precisam ser submetidos à devida vigilância parlamentar e da mídia.

Na segunda-feira, Orbán obteve poderes irrestritos para governar com decretos executivos, e uma nova lei determina que qualquer pessoa que o governo considere que esteja espalhando informações falsas a respeito do combate à pandemia pode ser presa por até cinco anos.


Leia também: Mundo tem 1 milhão de casos de coronavírus, diz universidade

Mais de uma dezena de países-membros da União Europeia, incluindo Alemanha, Itália, Espanha e França, expressaram o receio de que a nova lei seja usada para amordaçar jornalistas críticos de Orbán.


Cuidados com a democracia

"Agora é hora de matar o coronavírus, não a hora de matar a democracia", disse Vera Jourova, integrante tcheca da Comissão Europeia, o Executivo do bloco, que tem a responsabilidade de preservar os valores e a transparência da UE.

"Quando governos adquirem poderes para administrar uma crise, deveriam estar sob controle democrático. Normalmente, isto é feito pelos Parlamentos e pela mídia independente", disse ela à Reuters.


Leia também

"Estas são as salvaguardas que deveriam estar presentes quando Estados-membros iniciam regimes de emergência".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também disse que os poderes de Orbán podem ser excessivos.


"Estas medidas de emergência têm que ser limitadas ao que é necessário, têm que ser estritamente proporcionais... elas não deveriam durar por tempo indeterminado e, o que é muito importante, deveriam ser submetidas a uma vigilância constante", disse ela em uma coletiva de imprensa.

Donald Tusk, líder do Partido Popular Europeu, de centro-direita, no Parlamento Europeu, disse em uma carta aos membros do grupo que estes deveriam voltar a cogitar a expulsão do partido Fidesz, de Orbán, quando a crise do coronavírus terminar.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.