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Estudante morre em confronto com a polícia na Universidade do Cairo

Os choques ocorreram na Faculdade de Engenharia, no campus universitário

Internacional|Do R7

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Pelo menos um estudante morreu e vários ficaram feridos nesta quinta-feira (28) em enfrentamentos entre a polícia e manifestantes na Universidade do Cairo, informou a televisão estatal egípcia.

Os choques ocorreram na Faculdade de Engenharia, no campus universitário, onde as forças de segurança dispersaram os participantes de uma marcha contra a destituição pelos militares do presidente Mohammed Mursi.


Os manifestaram também protestaram pela condenação ontem a 11 anos de prisão para 14 mulheres simpatizantes de Mursi, e o internamento em um centro de menores de outras sete que têm menos de 18 anos.

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O Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, destacou em seu site que o falecido, identificado como Mohammed Abdel Jawad e aluno do curso de Engenharia Civil, recebeu disparos de balas de chumbo da polícia.


Segundo um comunicado do Ministério do Interior, 300 estudantes se concentraram dentro do campus e depois saíram às ruas, onde "interromperam o tráfego e lançaram pedras contra os agentes".

As forças de segurança, após advertir-lhes, começaram a dispersá-los com canhões de água e gás lacrimogêneo e detiveram pelo menos quatro estudantes, acrescentou o Ministério.


A nova lei que limita os protestos proíbe, entre outros pontos, concentrações de mais de dez pessoas sem autorização, limita as manifestações em frente aos edifícios públicos e estabelecem duras penas para os infratores da norma.

De acordo com o artigo 12, a polícia egípcia pode dissolver os protestos se considerar que podem ser um perigo para a segurança, e empregar a força em função do dano que queira evitar.

Na semana passada, o governo decidiu permitir às forças de segurança entrar nas universidades sem necessidade de ter a permissão das autoridades acadêmicas ou da procuradoria, como ocorria anteriormente.

Desde a destituição de Mursi, a Irmandade Muçulmana manteve sua pressão nas ruas, enquanto as autoridades reprimiram suas manifestações e deteve seus principais líderes, acusados de incitar à violência. 

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