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EUA dizem que condenação de Eduardo Bolsonaro é parte de ‘perseguição’ do STF

Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por tentar interferir no julgamento de Jair Bolsonaro

Internacional|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Departamento de Estado dos EUA criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF, chamando-a de "perseguição" política.
  • Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por tentar interferir no julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro.
  • O STF considerou que Eduardo usou sua influência nos EUA para pressionar ministros e dificultar o processo judicial.
  • Além da prisão, Eduardo Bolsonaro perdeu seu cargo na Polícia Federal e foi declarado inelegível por oito anos após cumprir a pena.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília/ DF 13-11-2024 - POSSE EDUARDO BOLSONARO - O Presidente Nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Deputado Altineu Côrtes, durante cerimônia de posse do novo Secretário Nacional de Relações Institucionais e Internacionais do Partido Liberal, Deputado Eduardo Bolsonaro, realizada no Complexo Brasil 21 em Brasíla/ DF  . Foto.: Beto Barata/ PL
Eduardo Bolsonaro foi condenado por coação no curso do processo Beto Barata/PL - 13.11.2024

O Departamento de Estado dos Estados Unidos criticou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e afirmou que a decisão representa o mais recente episódio de um “padrão de perseguição” da Justiça brasileira contra a oposição.

“Este é o mais recente episódio de um padrão de perseguição e de lawfare [uso político do sistema de Justiça] por parte dos tribunais brasileiros contra sua oposição política. Os debates políticos devem ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações“, declarou um porta-voz do Departamento de Estado em manifestação enviada ao R7 nesta sexta-feira (19).


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Na última terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade. Os ministros consideraram que o ex-deputado cometeu o crime de coação no curso do processo ao atuar para interferir no julgamento da ação penal em que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Segundo o Supremo, ficou comprovado que Eduardo utilizou sua influência política nos Estados Unidos para buscar sanções contra ministros da Corte e contra o Brasil, com o objetivo de pressionar os magistrados e dificultar o andamento do processo.


A Primeira Turma fixou a pena em quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 50 dias-multa, no valor de dois salários mínimos por dia.

O STF também declarou a inelegibilidade de Eduardo desde a data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena. Os ministros ainda determinaram a perda de seu cargo de escrivão da Polícia Federal.


Trump comentou caso de Eduardo

Na quarta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o ambiente político brasileiro como “perigoso” e “desagradável” e se confundiu ao comentar a situação envolvendo Eduardo.

Durante entrevista coletiva concedida após o encerramento da cúpula do G7, realizada na França, o republicano afirmou, de forma equivocada, que “Bolsonaro Jr.” havia sido preso por fazer uma declaração no Texas.


Trump respondeu a uma pergunta sobre sua conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu durante o encontro de líderes do G7. “Passei bastante tempo com ele, na verdade. O país ficou um pouco complicado, não é? Politicamente, ficou um pouco perigoso”, afirmou, referindo-se ao Brasil.

“Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam ou querem prendê-lo. Existe alguma ordem para prendê-lo”, acrescentou.

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