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EUA já estão se preparando para enviar armas aos rebeldes sírios

Para John Kerry, é preciso obter garantias, primeiro, de que as armas não cairão em mãos erradas

Internacional|Do R7

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Atirador de elite ataca alvos do governo sírio em uma casa de Deir Ezzor
Atirador de elite ataca alvos do governo sírio em uma casa de Deir Ezzor

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou nesta segunda-feira (4) que "defende a chegada de armas aos moderados da oposição síria", apesar de ter reconhecido que "não há garantias" para evitar que o armamento acabe em "mãos erradas".

Em uma entrevista coletiva, realizada em Riad e junto ao ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Saud al Faisal, Kerry afirmou que os Estados Unidos "está trabalhando" para conseguir garantias de que as armas chegue restritamente aos rebeldes moderados e não aos grupos jihadistas que operam na Síria.


O responsável americano expressou seu interesse em fortalecer a oposição síria e permitir a chegada de uma solução pacífica do conflito. Se isso não for alcançado, acrescentou, os Estados Unidos continuarão pressionando o governo do presidente sírio, Bashar al Assad, que — considerou — "perdeu toda a legitimidade".

É a primeira vez que o governo norte-americano admite estar se preparando para enviar esse tipo de ajuda letal aos rebeldes.


Na quinta-feira (28), durante a conferência internacional "Amigos do Povo Sírio", realizada em Roma, Kerry annunciou que os EUA irão enviar ajuda adicional de R$ 120 milhões (60 milhões de dólares) à oposição síria, mas sem o envio de armas.

"Os Estados Unidos darão 60 milhões de dólares em ajuda não letal para apoiar os esforços da oposição síria nos próximos meses", declarou Kerry no dia, em uma coletiva de imprensa após ter se reunido pela primeira vez com o chefe da Coalizão Nacional Síria, Ahmed Moaz al-Khatib.


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"Será uma ajuda direta" aos rebeldes do Exército Sírio Livre em forma de "assistência médica e comida", acrescentou Kerry, que se disse favorável a um "apoio político".

— Todos os sírios devem saber que eles podem ter um futuro.

Um dia depois, na sexta-feira (1º), os governos sírio e russo denunciaram a promessa americana, considerando que a iniciativa corre o risco de provocar mais violência na Síria, onde o atual conflito já deixou cerca de 70 mil mortos, segundo a ONU.

Para a Rússia, "as decisões tomadas em Roma e as declarações que foram feitas encorajam os extremistas a tomarem o poder pela força, apesar dos sofrimentos dos sírios, que serão inevitáveis".

"Para nós, atualmente o objetivo urgente é deter imediatamente o derramamento de sangue e a violência, e estabelecer um diálogo político", declarou o porta-voz da diplomacia russa, Alexandre Lukachevich, em um comunicado.

Tempo de negociação com Irã está terminando

Além da guerra na Síria, Kerry comentou também o misterioso programa nuclear do Irã, acusado pelas potências ocidentais de possuir fins militares.

O secretário de Estado disse que há um período limitado de tempo disponível para as conversações entre o Irã e as potências mundiais.

"Há uma quantidade finita de tempo", disse Kerry, durante sua visita à Arábia Saudita.

O Irã demonstrou otimismo na semana passada depois que conversas com as potências mundiais sobre seu programa nuclear terminaram com um acordo para se reunirem novamente, mas autoridades ocidentais disseram que a República Islâmica ainda precisa tomar medidas concretas para aliviar os temores sobre suas ambições atômicas.

Estados Unidos, China, França, Rússia, Grã-Bretanha e Alemanha ofereceram um alívio modesto nas sanções impostas ao Irã em troca de uma redução do trabalho nuclear mais sensível do Irã, mas deixaram claro que não esperam nenhum avanço imediato.

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