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FBI apreende celulares e outros dispositivos do prefeito de NY

Operação que tem Eric Adams como alvo é parte de investigação federal sobre a arrecadação de fundos para campanha

Internacional|Do R7

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Eric Adams participa de evento em Nova York
Eric Adams participa de evento em Nova York

Agentes do FBI apreenderam os celulares e outros dispositivos do prefeito de Nova York, Eric Adams, como parte de uma investigação federal sobre a arrecadação de fundos para sua campanha, disse seu advogado nesta sexta-feira (10).

A medida estaria ligada à investigação que busca determinar se a campanha de 2021 de Adams conspirou com o governo turco.


"Na noite de segunda-feira, o FBI abordou o prefeito após um evento. O prefeito imediatamente concordou com o pedido do FBI e deu-lhe seus dispositivos eletrônicos", disse à AFP o advogado de campanha Boyd Johnson.

“O prefeito não foi acusado de nenhum crime e continua cooperando com a investigação”, acrescentou.


A investigação federal sobre a campanha de Adams tornou-se pública na semana passada, quando agentes do FBI revistaram a casa de sua ex-arrecadadora de fundos — uma ex-estagiária de 25 anos, Brianna Suggs — e apreenderam laptops, celulares e uma pasta com a etiqueta "Eric Adams".

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A notícia da operação fez com que o prefeito recuasse e voltasse de Washington para Nova York, onde estava programado um encontro com a Casa Branca e autoridades do Congresso para discutir a chegada de migrantes à sua cidade.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, Adams, um ex-policial, disse que espera que todos os membros de sua equipe "respeitem a lei e cooperem totalmente com qualquer tipo de investigação".

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"Vou continuar a fazer exatamente isso", disse ele. "Não tenho nada a esconder."

O mandado do FBI para revistar a casa de Suggs buscava evidências de conspiração entre a campanha do prefeito, a Turquia e uma incorporadora imobiliária do Brooklyn, de propriedade turca, de acordo com o The New York Times.

O mandado aparentemente revelava que as autoridades estavam investigando se as doações tinham sido feitas a Adams pelo governo turco ou por cidadãos turcos por meio de um esquema que envolvia contribuintes falsos.

Na sexta-feira, o procurador Johnson afirmou que, "depois de tomar conhecimento da investigação federal, se descobriu que um indivíduo tinha agido recentemente de forma inadequada", sem especificar a que investigação se referia.

"No interesse da transparência e da cooperação, esse comportamento foi imediata e proativamente relatado aos investigadores. O prefeito esteve e continua comprometido em cooperar nesse assunto."

A apreensão dos dispositivos de Adams marca a primeira vez que tal investigação chega diretamente ao prefeito de Nova York.

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