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Fórum de Lisboa encerra maior edição da história com recorde de participantes

Evento reuniu 2.867 pessoas, sendo 432 palestrantes distribuídos em 70 painéis de debate

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A 14ª edição do Fórum de Lisboa encerrou com recorde de público, totalizando 2.867 participantes.
  • O ministro Gilmar Mendes destacou a importância do evento como espaço de diálogo entre academia, instituições públicas e setor produtivo.
  • Os debates abordaram temas como a fase comercial do Acordo Mercosul-União Europeia e transformações em inteligência artificial e soberania digital.
  • Houve um aumento significativo na participação feminina, com mulheres representando 31% dos painelistas e 37% dos participantes principais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar Mendes reforça que o evento é um espaço de diálogo entre academia, instituições públicas e setor produtivo Reprodução/Instagram @lisboaforum

A 14ª edição do Fórum de Lisboa foi encerrada nesta quarta-feira (3) com recorde de público. Ao longo de três dias, o evento reuniu 2.867 participantes — sendo 2.435 credenciados e 432 palestrantes — distribuídos em 70 painéis de debate.

No encerramento, o ministro Gilmar Mendes destacou a consolidação do encontro como espaço de diálogo entre academia, instituições públicas e setor produtivo. “Chegamos ao fim da décima quarta edição do Fórum de Lisboa com a certeza de que estivemos à altura do desafio que nos trouxe aqui”, afirmou.


Ao fazer um balanço do evento, o ministro defendeu a cooperação internacional e o fortalecimento dos mecanismos multilaterais diante dos desafios contemporâneos. “O diálogo multilateral é o melhor antídoto contra o radicalismo nacionalista que ronda hoje as nossas democracias”, disse.

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Gilmar Mendes também ressaltou que os debates desta edição ocorreram em um contexto marcado pela entrada em vigor da fase comercial do Acordo Mercosul-União Europeia e pelas transformações associadas à inteligência artificial e à soberania digital. Segundo ele, “reafirmar a soberania, no século 21, exige reconhecer que ela já não se decide apenas em tratados, mas também em código”.


Durante a cerimônia, o ministro prestou homenagem ao constitucionalista alemão Peter Häberle, falecido em 2025, e relembrou sua contribuição para a construção de uma visão cooperativa do constitucionalismo.

Ao recordar a trajetória do fórum, criado em 2013, Gilmar Mendes destacou a ampliação do alcance do evento, que passou a reunir especialistas de diferentes áreas do conhecimento.


Entre os avanços da edição de 2026, o ministro destacou o aumento da participação feminina. As mulheres representaram 31% dos painelistas e 37% dos participantes dos painéis principais. Em números absolutos, a presença feminina cresceu 40% em relação ao ano anterior, passando de 96 para 135 palestrantes.

O ministro também afirmou que a organização recebeu contribuições para o aprimoramento do evento e sinalizou abertura ao diálogo com diferentes pontos de vista. “Recebemos com alegria e gratidão as sugestões de melhorias”, disse, ao mencionar propostas para ampliar a participação internacional e fortalecer mecanismos de acompanhamento das discussões realizadas no fórum.


Sobre as críticas dirigidas ao encontro, acrescentou que elas também são recebidas com serenidade e podem contribuir para o aperfeiçoamento da iniciativa.

Ao encerrar o evento, Gilmar Mendes agradeceu às instituições organizadoras, parceiros e participantes de diversos países e convidou o público para a próxima edição. “Nos vemos em 2027, nos dias 5, 6 e 7 de julho, para a celebração de 15 anos de diálogo, de reflexão e de compromisso com a democracia e com o direito como instrumentos de paz e prosperidade globais”, concluiu.

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