França endurecerá sanções para forçar confinamento de cidadãos
Governo estuda aumentar o valor das multas, que hoje custam R$ 745, e criar um toque de recolher para lidar com comportamento dos cidadãos
Internacional|Da EFE

O governo da França reforçará as sanções para aqueles que não respeitarem o confinamento por causa do coronavírus, pois "ainda existe um comportamento bastante irresponsável" e considera provável que o isolamento obrigatório tenha de ser prolongado.
"Sabemos que 12 dias é um período mínimo e é bem provável que tenhamos que prolongar o confinamento", explicou a porta-voz do governo francês Sibeth Ndiaye, em entrevista nesta sexta-feira ao canal BFMTV.
Ela lembrou que o período de incubação do coronavírus é de 14 dias e que foi observado em outros países que a partir desse período, diminui o número de novos casos.
Medidas mais duras
Questionada sobre a implementação de medidas mais rígidas de contenção, a porta-voz do governo respondeu que é preciso primeiro conscientizar e, nesse sentido, a aplicação da lei também tem um papel educativo.
Mas ela reconheceu que "é necessário pelo menos restringir a aplicação de sanções" e não descartou que as multas para quem não cumprir, que agora chega a 135 euros (cerca de R$ 745), possam ser aumentadas no futuro. O mecanismo em discussão no Parlamento prevê a possibilidade de recorrer ao toque de recolher.
Ndiaye recordou as imagens do último final de semana, quando milhares de pessoas em Paris foram a parques, jardins e locais para passear, e descartou a possibilidade de o não cumprimento das instruções só dizer respeito aos bairros periféricos com uma grande população imigrante.
Os prefeitos das regiões da costa mediterrânea francesa e de grande parte da costa atlântica decidiram proibir o acesso às praias para impedir que os cidadãos as utilizem como áreas de lazer.
Na França, existem 10.995 casos confirmados da Covid-19 e 372 mortes, embora o Ministro da Saúde, Olivier Véran, calcule que os casos reais sejam de cerca de 20 mil.












