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‘Fronteiras não podem ser alteradas à força’, diz presidente da Comissão Europeia

Ursula von der Leyen afirmou que União Europeia manterá apoio à Ucrânia ‘o tempo que for necessário’

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmou o apoio contínuo da UE à Ucrânia, destacando a integridade territorial do país.
  • Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que a Ucrânia deve ceder territórios à Rússia para alcançar a paz, gerando divergências.
  • Zelenski, presidente da Ucrânia, descartou a possibilidade de ceder terras e enfatizou que decisões devem ser tomadas apenas pela Ucrânia.
  • A UE pretende fortalecer a capacidade de defesa da Ucrânia e continuará com sanções à Rússia, mantendo a unidade europeia frente ao agressor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Líder europeia enfatizou que Kiev deve continuar a fortalecer suas forças armadas Pietro Naj-Oleari/"CC-BY-4.0: © European Union 2025– Source: EP - 07.07.2025

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou neste domingo (17) que a União Europeia manterá seu apoio à Ucrânia “o tempo que for necessário”, destacando que o país tem direito à sua integridade territorial e que “as fronteiras não podem ser alteradas pela força”.

A declaração, destacada pelo jornal The Guardian, foi feita em coletiva de imprensa ao lado do presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, em um momento de fortes divergências com a posição do presidente americano, Donald Trump, que defende que Kiev ceda territórios à Rússia em troca da paz.

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A fala do americano ocorreu horas após encontro dele com o presidente russo Vladimir Putin no Alasca, na última sexta-feira (15).

Zelenski e Trump devem se encontrar em Washington nesta segunda-feira (18), com a presença de líderes europeus como von der Leyen, Emmanuel Macron, presidente da França e Friedrich Merz, chanceler da Alemanha.

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“Essas são decisões que devem ser tomadas pela Ucrânia e somente pela Ucrânia. Não podem ser decididas sem o país na mesa”, afirmou. Ela também elogiou a disposição de Trump em oferecer garantias de segurança semelhantes às da OTAN, mas reforçou que a UE seguirá pressionando Moscou, inclusive com o 19º pacote de sanções já em preparação.

A líder europeia enfatizou que Kiev deve continuar a fortalecer suas forças armadas — “um porco-espinho de aço indigesto para invasores potenciais”, nas palavras dela — e garantiu que a União Europeia seguirá ampliando a capacidade de defesa da Ucrânia, especialmente no campo dos drones.

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Além disso, reafirmou que o processo de adesão do país à União Europeia continua em andamento, o que representaria uma garantia de segurança estratégica.

Zelenski, por sua vez, descartou qualquer possibilidade de ceder territórios, lembrando que “a constituição da Ucrânia torna impossível negociar terras”.

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“A questão territorial só pode ser discutida entre Ucrânia e Rússia, com os Estados Unidos como mediadores”, afirmou. O presidente destacou ainda a necessidade de um cessar-fogo antes de qualquer “acordo final”.

“É essencial que a Europa permaneça tão unida quanto em fevereiro de 2022, para parar as mortes”, disse Zelenski, acrescentando que Putin mantém “muitas exigências, mas não conhecemos todas elas”.

Segundo ele, a “direção estratégica” da Rússia é “antieuropeia” e, por isso, deve ser limitada. Também ressaltou que não pode haver divisão entre Moldávia e Ucrânia.

O posicionamento contrasta com a fala de Trump, que, após encontro com Vladimir Putin no Alasca, disse que a Ucrânia deveria “fazer um acordo” e entregar territórios como Donetsk e Luhansk, afirmando que “a Rússia é uma potência, eles não”.

A proposta foi rejeitada por Kiev e recebeu críticas de líderes europeus, que veem riscos em negociar enquanto o conflito segue ativo.

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